Como fazer e analisar uma pesquisa de engajamento de colaboradores

Por Robert Half on 26 de novembro de 2019

A qualidade e o crescimento de uma empresa estão diretamente relacionados ao nível de satisfação de seus funcionários. Sendo assim, produzir uma pesquisa de engajamento de colaboradores é uma ferramenta eficaz de desenvolvimento interno. São inúmeros os benefícios que podem ser extraídos dessa simples prática.

Pensando nessa relevância, criamos este artigo com orientações sobre como elaborar e analisar sua pesquisa de engajamento interno. Vamos dar um guia de como produzir esse instrumento, os procedimentos para colher e implementar demandas, além de listar as principais vantagens de adotá-lo em seu contexto.

Preste atenção em todos os detalhes e não deixe de realmente aplicar a pesquisa junto aos seus colaboradores. Existem múltiplas formas de criar um questionário, não é uma tarefa difícil, basta seguir algumas regras simples. Vamos lá?

Como fazer uma pesquisa de engajamento interna?

O primeiro passo é elaborar cuidadosamente o seu instrumento de análise. Evite copiar questionários prontos da internet. Cada empresa tem suas particularidades e cada pesquisa tem um tipo de enfoque que pretende analisar. É possível, entretanto, buscar inspirações em instrumentos disponibilizados online e adequá-los ao seu contexto.

Assim sendo, cabe ao responsável pelos recursos humanos a tarefa de elaborar uma pesquisa que tenha os seguintes pontos como referência:

  • dê preferência ao anonimato para quem for responder;
  • defina o escopo da pesquisa e o tipo de informações que deseja obter;
  • informe os colaboradores sobre a realização da pesquisa;
  • evite questionários longos, com muitas páginas;
  • preze pela simplicidade tanto nas perguntas quanto na formatação.

Conheça e implemente o método NPS

Essa é a sigla para Net Promoter Score, que em tradução livre seria algo como "valor de promoção em rede". Trata-se de uma metodologia simples, com comprovada efetividade, usada na elaboração de questionários que avaliam a qualidade de determinada instituição.

Ele é normalmente utilizado para avaliar a fidelidade dos clientes, mas também pode ser formatado para servir as pesquisas de engajamento interno. O NPS é um método produzido academicamente, primeiramente por meio de publicações de uma revista da Universidade norte-americana de Harvard.

Por conta dessa validação científica e dos comprovados casos de sua eficácia, ele ganhou ampla aplicação em empresas de todo o mundo. Baseia-se em cálculos simples a partir de um questionário padronizado e pode ser facilmente convertido para cada situação em particular.

O que fazer com os resultados dessas pesquisas?

A segunda etapa do processo é a análise dos dados obtidos. Principalmente em ambientes com muitos funcionários, fica difícil colher diretamente a opinião de cada um, para isso servem essas ferramentas. Elas funcionam como um retrato, que informará uma média dos sentimentos e opiniões aprofundadas sobre o cotidiano de trabalho.

Parece óbvio, mas vale ressaltar que de nada adianta realizar uma avaliação de engajamento se os dados colhidos não forem tratados e efetivamente transformados em práticas institucionais. É importante sempre ter em mente qual a finalidade do material obtido, não simplesmente fazer por fazer.

Alinhe sua análise com o tipo de ferramenta utilizada

Dependendo do tipo de pesquisa, pode-se recorrer a diferentes metodologias de análise. No caso de pesquisas puramente quantitativas, o mais comum é agrupar as respostas em um banco de dados, gerando um relatório com a síntese da média de respostas em cada pergunta.

Nesse caso, é possível também associar os itens em grupos maiores de perguntas, de forma a obter uma análise por setores de interesse — satisfação pessoal, impressões dos colegas de trabalho, opiniões sobre os gestores etc. Fazendo um cruzamento de dados, é possível extrair conclusões ainda mais elaboradas sobre o engajamento dos funcionários.

Também é viável fazer uma pesquisa de engajamento qualitativa ou, ainda, que mescle um pouco dos dois formatos, com perguntas abertas e fechadas. No caso das perguntas abertas, fica mais difícil de sistematizar e analisar as respostas, mas elas dão um aprofundamento na análise que não apareceria apenas com as questões de múltipla escolha.

Aplique o que foi aprendido com a pesquisa de engajamento

Por fim, resta transformar tudo aquilo que foi aprendido em ações concretas dentro de seu ambiente empresarial. Portanto, é crucial também que a equipe responsável pela coleta e análise de dados também tenha espaço para a promoção de mudanças ou comunique aos gestores com honestidade o que foi observado.

Ressaltamos a importância de que o esforço da pesquisa seja efetivamente transformado em mudanças para os trabalhadores. Se eles tiverem a disponibilidade de responder ao questionário, torna-se responsabilidade dos gestores dar um retorno satisfatório do que foi aprendido com ele.

Mais do que isso, os colaboradores de uma empresa são literalmente o eixo principal de qualquer empreendimento. Se eles não estão satisfeitos com qualquer fator — promessas de crescimento, relações interpessoais, dificuldades de comunicação — isso certamente comprometerá o futuro da companhia em questão.

Claro que nem todas as demandas podem ser atendidas da forma como os funcionários desejam. Mesmo assim, cabe aos gestores manter um diálogo honesto e transparente com toda a equipe, expondo as limitações e ouvindo os diferentes pontos de vista que cada pessoa pode oferecer.

Esse é um dos motivos pelos quais o trabalho com pesquisas de engajamento é fundamental, mesmo em companhias de pequeno ou médio porte. Caso ainda não esteja convencido, exploraremos os motivos dessa relevância no último tópico.

Por que pesquisas de engajamento interna são importantes?

Agora que já sabe como elaborar e analisar um instrumento de pesquisa interno, vamos relembrar e trazer outros pontos que ilustram essa importância. Aqui vão eles:

  • fazer pesquisas de engajamento e implementar mudanças demonstra a importância que os colaboradores têm na empresa;
  • sem recorrer a instrumentos de análise, fica impossível entender os sentimentos e nível de satisfação dos funcionários;
  • é uma prática com baixo custo operacional e com retornos positivos para todos;
  • o nível de produtividade de uma empresa está diretamente ligado à satisfação de seus trabalhadores;
  • as pesquisas servem como um registro da experiência daquela instituição, podendo ser consultadas para entender quais práticas deram certo e quais não funcionaram.

Como você pôde perceber, a pesquisa de engajamento é necessária para qualquer ambiente de trabalho que pretende se manter saudável e operante. Infelizmente, muitos dos contextos de trabalho se valem apenas dos feedbacks individuais para pensar suas práticas organizacionais. Ou, pior ainda, não escutam de forma alguma as demandas da equipe.

Ainda assim, já existe uma crescente percepção de que: para um funcionário vestir a camisa da empresa, ele tem que ser levado a sério pela gestão. Você aprendeu também que não basta criar e aplicar um instrumento de pesquisa, os dados gerados devem refletir em ações práticas que reorganizem o ambiente de trabalho.

Só assim a pesquisa de engajamento interno cumprirá sua verdadeira função, que é a de proporcionar um contexto profissional confortável e cada vez melhor para as pessoas que o compõem.

Gostou de nossa discussão sobre engajamento interno? Conheça mais sobre o assunto lendo este artigo sobre como promover diversidade nas organizações!

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