Governança corporativa e gestão de pessoas: como alinhar as ações?

Por Robert Half on 17 de dezembro de 2021
Tempo estimado de leitura: 5 minutos

O conceito de governança corporativa tem como principal objetivo fornecer subsídios para que a sociedade possa atestar o tipo de empresa com a qual negocia. Cada vez mais o mercado consumidor se preocupa em saber quais são as práticas adotadas pelas organizações no intuito de fornecer seus produtos ao mercado. O princípio da transparência, portanto, cai como uma luva para atender aos anseios da sociedade.

Para melhorar o entendimento acerca da relação existente entre o gerenciamento de pessoas e a governança corporativa, criamos este artigo. Aqui, você encontrará informações que mostrarão o que significa a governança, como a gestão de pessoas deve atuar e quais são as ações cabíveis em todo esse processo. Acompanhe!

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Qual é o significado de governança corporativa?

Empresas de todos os tamanhos se preocupam cada vez mais com variáveis que vão além de indicadores tradicionais, como aumento nas vendas ou variação percentual do faturamento mensal. Itens importantes entram na agenda empresarial, e quando combinamos alguns deles, chegamos ao conceito de governança corporativa.

Dessa forma, podemos dizer que o conjunto de boas práticas relacionadas a um ambiente de negócios mais transparente e com mais responsabilidade traduz bem a aplicação da governança nas empresas. O interesse parte de uma sociedade cada vez mais preocupada com os valores perseguidos pelas empresas com as quais fazemos negócios.

Parte dessa dedicação em conhecer os meandros de uma organização se traduz no surgimento do conceito de ESG, que quer dizer Environmental, Social and Governance (ambiental, social e governança). Ele serve para que os consumidores possam saber se a empresa com a qual negociam segue condutas aceitáveis em relação aos temas abordados pela sigla.

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Qual é a relação entre governança corporativa e gestão de pessoas?

Toda e qualquer empresa é feita, antes de tudo, de capital humano. Isso quer dizer que pessoas vêm antes de negócios, e são exatamente elas que viabilizam a implantação de uma estratégia, por exemplo, ou mesmo as funções básicas de uma organização.

Dessa forma, a implantação (ou manutenção) das práticas que levam à obtenção de um índice de governança corporativa deve passar pelas ações tomadas diariamente pelos indivíduos que compõem uma organização. É fundamental que o corpo de funcionários siga os princípios norteadores das boas práticas que levam ao patamar pretendido.

É justamente nesse momento que a gestão de pessoas faz total diferença. Por meio dela, funcionários podem ser orientados a seguir a visão da empresa, e isso é conseguido em função da condução da mentalidade da estrutura organizacional. Obviamente, isso reflete nas ações tomadas por essas pessoas ao longo do tempo. Sem isso, os requisitos necessários para alcançar os níveis desejados seriam como um barco navegando sem um rumo determinado.

Como alinhar as ações de gestão de pessoas aos princípios de governança corporativa?

Conforme foi explicado, são as pessoas que constroem a atuação de uma empresa na sociedade. Sem uma gestão adequada de pessoal, pode ser muito difícil lograr êxito. Algumas ações viabilizam que a governança seja praticada, e é preciso executá-las para que esse nível de transparência seja alcançado. Acompanhe, a seguir, as principais recomendações para a gestão de pessoas em uma empresa.

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Definição de objetivos claros

É primordial que o grupo de colaboradores presentes em uma empresa siga as diretrizes recomendadas pela organização. Tudo deve ser muito claro e de fácil entendimento. Assim, o setor responsável pela gestão de pessoas deve prezar por uma comunicação que deixa bastante óbvio o rumo que a companhia deseja tomar.

Adoção de boas políticas de comunicação

Sem uma comunicação eficiente, dificilmente a governança corporativa pode ser alcançada. Ruídos e comunicados malfeitos tendem a causar confusão nos receptores das mensagens. Cabe à gestão de pessoas, portanto, adotar modelos comunicativos que sejam eficientes, fazendo com que as orientações passadas ao longo do tempo possam ser entendidas com objetividade.

Desenvolvimento de competências e habilidades

Não basta esperar que o grupo se desenvolva, por si só, rumo às melhores práticas de governança. Perceba que os colaboradores de uma organização sempre estarão em diferentes níveis evolutivos em sua carreira. Uma forma de melhorar o ambiente empresarial é promover o desenvolvimento de cada um, e isso pode ser conseguido promovendo treinamentos que aprimorem as competências e habilidades de todos os envolvidos.

Uso da tecnologia

Não menos importante que os tópicos anteriores, pontuamos também a necessidade do uso massivo de tecnologia no que concerne à gestão do capital humano da empresa. Dispor de métodos de comunicação alinhados aos sistemas informatizados é a melhor forma de alcançar os objetivos propostos.

O acompanhamento de indicadores de desempenho, o mapeamento de riscos, o desenho (e redesenho) de processos e a divulgação das políticas a serem seguidas podem (e devem) acontecer utilizando toda a tecnologia disponível. Isso se dá em função dos ganhos em produtividade que se podem alcançar.

O processo de implantação e manutenção das boas práticas pode se disseminar com uma velocidade muito maior ao tomar a tecnologia como veículo propulsor desses objetivos.

Otimização da gestão de processos

Atuar em um ambiente ágil fará toda a diferença na adoção das práticas de governança. Dessa forma, os processos devem ser redesenhados caso não atendam aos propósitos indicados por meio dos princípios. Para isso ser possível, a gestão de todos os procedimentos precisa ter liberdade de atuação, o que é geralmente conseguido com agilidade na atuação.

A governança corporativa vem ganhando cada vez mais espaço no meio empresarial, e isso deve continuar por muito mais tempo. De fato, é um conceito que veio para ficar. O presente momento de pandemia serviu para que o consumidor atente-se ainda mais a essa necessidade, e a falta de alinhamento das ações em relação aos princípios definidos pode prejudicar a empresa dentro desse contexto. Quem tem a ganhar com esse novo modelo de gestão é, acima de tudo, a sociedade em que vivemos.

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