Gestão de Recursos Humanos: guia completo sobre as melhores práticas

Por Robert Half 15 de Janeiro de 2020

Quando o assunto é recursos humanos, é extremamente importante adotar uma postura de constante aperfeiçoamento das práticas nessa área e conseguir tomar decisões que gerem melhores resultados para a empresa. Afinal, implementar boas práticas de RH gera aumentos na produtividade, e bem-estar coletivo, o que traz benefícios para a percepção de marca do negócio.

Mas o que são as melhores práticas de Recursos Humanos? Essa expressão se refere às atividades desempenhadas conforme os princípios universais de RH e orientam as atividades da empresa de modo a gerar um ótimo desempenho nos negócios, independentemente da área de atuação.

Adotar boas práticas de recursos humanos permite manter a equipe motivada e produtiva, de modo que seus integrantes vistam a camisa da empresa e se dediquem ao trabalho. Algumas práticas de RH bastante eficientes nesse sentido incluem a realização de feedbacks frequentes entre colaboradores bem como de treinamentos a fim de que a equipe aperfeiçoe seus conhecimentos.

No universo dos recursos humanos, também vigora não o princípio do melhor ajuste. Isto é, as metas de RH devem ser alinhadas com as metas gerais da empresa de maneira a conciliar a estratégia das primeiras com os negócios das segundas. Portanto, o gerenciamento estratégico dos recursos humanos é um ponto-chave a ser conciliado com o planejamento estratégico da empresa e vice-versa.

Para ajudar a implementar as melhores práticas de recursos humanos junto às ações já aplicadas em seu negócio, elaboramos um guia completo sobre o assunto. Confira a seguir!

1. Conheça as últimas tendências em RH

Liderança estratégica

Atualmente, as atividades do RH ultrapassam o Recrutamento, Seleção e a Gestão de Pessoas. O departamento de recursos humanos é o mais estratégico de qualquer empresa, pois é o setor responsável por fazer com que funcionários consigam se adaptar às transformações tecnológicas introduzidas na empresa de maneira eficiente e célere.

Por meio da liderança estratégica, fica superado o mito do líder herói e focado apenas na imagem. Afinal, esse conceito traz a ideia de que os líderes de recursos humanos em um negócio devem, na verdade, ser autênticos, focar na retenção de talentos e motivar as equipes com base em todo um sistema de liderança desenvolvido no âmbito da organização.

Quando realizada de maneira eficiente e estratégica, a liderança permite a troca de experiências entre colaboradores da empresa.

Esse tipo de transparência que favorece não apenas o alcance de bons resultados devido à clareza dos objetivos e metas, mas também acentua a união e motivação da equipe, e a incentiva a trabalhar para o desenvolvimento e inovação.

Portanto, a liderança estratégica é tendência primordial a ser implementada para que as organizações possam crescer de forma perene.

Trabalho mais flexível

Outra tendência atual dentro dos recursos humanos empresariais é a flexibilização do trabalho. Isso se dá devido ao contexto atual, de uma nova geração de trabalhadores naturalmente questionadora, que demanda respostas rápidas e argumentos convincentes.

Empresas precisam se adequar a esse novo cenário de mão de obra, o que exige a atualização de processos obsoletos na área dos recursos humanos.

Introduzir novas tecnologias na empresa que permitam a flexibilização de jornadas de trabalho, realização de home office, reuniões por via remota e estabelecimento de contato com colaboradores e clientes do mundo inteiro são ótimos exemplos. Outro exemplo é permitir que colaboradores levam o trabalho a coworkings, e adequem a agenda ao seu estilo de vida. 

O trabalho flexível é uma estratégia inovadora que permite aos negócios abrir mão de rotinas que já não são mais eficientes nos tempos atuais.

É fundamental que a equipe de RH se mantenha atualizada, realize pesquisas e vá a eventos de inovação sobre área para melhorar as condições de trabalho e a gestão de pessoas.

Muitas organizações se preocupam em demonstrar uma imagem jovem e flexível no mundo digital, mas não oferecem esses benefícios, na prática. Porém, essas informações eventualmente chegam a público em tempos de fortalecimento da circulação de notícias pela internet e redes sociais.

Por tudo isso, é mais do que fundamental à equipe de recursos humanos da empresa se preocupar também com a imagem da organização quanto à employer branding.

Experiência do colaborador

Outro ponto forte em empresas com as melhores equipes de RH do mercado é dar atenção à experiência do colaborador.

Essa tendência demonstra que a organização compreende que na atualidade os colaboradores buscam por ocupações que correspondam aos seus objetivos e estilos de vida.  

As medidas de flexibilização do trabalho abordadas no tópico anterior, por exemplo, são ações que definitivamente favorecem a experiência de colaboradores.

Adotar essas ações é simples, mas que, ao mesmo tempo, demonstra a preocupação da empresa em valorizar a liberdade de seus colaboradores e conceder a eles os benefícios de estarem onde quiserem, não se preocuparem com transporte, trânsito, entre outros.

Também são exemplos de boas práticas as ações de empoderamento dos colaboradores no ambiente de trabalho, atuação do RH com inteligência emocional e promoção do trabalho em equipe.

Estabelecer uma comunicação clara e objetiva é outra forma de melhorar a experiência dos colaboradores e fazer com que eles trabalhem com mais satisfação e eficiência. Isso contribui consequentemente para o sucesso do negócio. Para isso, a empresa pode se valer de todos os meios de comunicação disponíveis, desde o e-mail, redes sociais e intranet até murais na sede e comunicados internos.

A gestão de RH moderna deve ter um enfoque ainda mais centrado no bem-estar e desenvolvimento das pessoas. Isso permite acatar as expectativas dos novos membros do mercado — a geração de millennials —, mas também viabiliza aos colaboradores de outras gerações prosperarem em suas carreiras com maior satisfação.

People analytics

A ferramenta de people analytics pode ser eficientemente adotada pela equipe de recursos humanos na empresa para modernizar a atuação dela no mercado. Trata-se da coleta de dados a respeito dos problemas relacionados ao pessoal, aos colaboradores do negócio.

Muitas empresas fazem isso há décadas, mas utilizam equivocadamente as informações obtidas. Para reverter isso, é fundamental adotar uma postura ativa de resolução desses problemas — e não uma atitude reativa como ocorre na maioria dos casos.

Com a ajuda da people analytics, equipes de RH conseguem combinar e analisar dados coletados para obter novos insights quanto à atuação de colaboradores.

Alguns aspectos que podem ser analisados e trazer bons resultados são as causas de desligamentos dos colaboradores nos cargos por meio da correção com índices de aumentos de salário, performance e tempo de espera para receber promoções.

Isso sim permite reduzir erros e aproveitar os talentos internos do negócio a partir de decisões mais acertadas, baseadas em dados objetivos, e não em presunções instintivas.

Assim, fecha-se o gap entre teoria e práticas de recursos humanos que há tempos vigora no mercado.

Gestão da informação

Qualquer que seja o porte do negócio — pequeno, médio ou grande —, armazenar seus números é tarefa fundamental para mensurar os resultados da gestão de recursos humanos.

O uso da tecnologia combina bem com esse tipo de atividade, pois facilita a coleta, armazenamento e acesso a dados. Tais informações são essenciais para o cotidiano das empresas, pois elas permitem constatar e comprovar o valor das decisões tomadas por gestores de RH.

Portanto, uma forte tendência em equipes de recursos humanos engajadas é utilizar soluções de TI a fim de realizar uma boa gestão da informação. O emprego de ferramentas de Inteligência Artificial, pode auxiliar a melhorar a entrega de serviços e aprendizado.

Hoje em dia existem várias opções de design digital em RH no mercado. Essa é uma ótima dica para ajudá-lo a fortalecer esse aspecto na equipe de recursos humanos da sua empresa, pois permite estabelecer uma parceria com profissionais de TI que desenvolvem protótipos e aplicativos digitais de RH.

Automação de processos

Finalmente, a última tendência em RH que apresentaremos é a automação de processos. Na atualidade, as ferramentas digitais como softwares e robôs surgem e evoluem em uma velocidade exponencial.

O uso dessas funcionalidades permite substituir trabalhos manuais e repetitivos por processos automáticos, de modo a gerar tempo para que setores da empresa elaborem estratégias e realizem trabalhos intelectuais.

O mesmo vale para a equipe de recursos humanos, e por essa razão a automação de processos é fundamental nessa área da empresa.

Quanto mais automatizados forem os processos, mais tempo sobra para focar no que realmente importa a contratação e desenvolvimento estratégico dos colaboradores. Isso contribui diretamente para um aumento na produtividade do negócio, e consequentemente, em um melhor desempenho no mercado.

Portanto, sempre que possível, é essencial substituir os sistemas ultrapassados, implementar novos recursos, atualizar ferramentas de people analytics e recursos de coleta e armazenamento de dados, aplicativos, websites, entre outros.

Quanto mais fáceis de usar e intuitivos forem os recursos tecnológicos utilizados pela equipe de RH, mais tempo sobrará para ela realizar o trabalho estratégico que faz grandes diferenças no negócio.

Agora que você já conhece as principais tendências para a área de recursos humanos, vamos mostrar como é possível utilizar as novas práticas em cada uma das áreas de gestão de RH. Confira a seguir!

2. Saiba como adotar novas práticas na gestão de RH

Realizar parcerias com empresas de recrutamento e seleção

É no recrutamento e gestão de processo seletivo que a equipe de RH tem importante tradição em atuar. Adotar novas práticas nessa área permite estabelecer o contato com colaboradores cada vez mais capacitados, que farão a diferença no time da empresa, principalmente se elas forem aliadas às tendências de RH dos tópicos anteriores.

Nesse sentido, uma boa ideia é investir na parceria com uma consultoria de Recrutamento e Seleção. O objetivo é que a empresa contratada seja uma extensão tanto do departamento de recrutamento e seleção quanto dos gestores de área, que se envolvem ativamente nesta tarefa. O headhunter lida com todo o processo, desde a pesquisa até a coordenação da proposta e integração do melhor candidato, desafogando o trabalho da equipe interna. 

Esse auxílio serve como uma estratégia avançada de otimização das contratações, o que aumenta a eficiência das equipes, melhora os resultados coletivos e ajuda a reduzir custos desnecessários com contratações ineficazes.

Departamento pessoal

Tradicionalmente, colaboradores da empresa eram vistos apenas como um custo, e não como fatores que podem contribuir para o aumento dos rendimentos. Atualmente, esse quadro sofreu grandes alterações e esses profissionais finalmente começaram a ser considerados como as pessoas com maior conhecimento sobre as estruturas da empresa, produtos e serviços.

Os colaboradores não apenas são capazes de identificar o que funciona ou não para o negócio, mas também têm a capacidade de potencializar inovações à medida que crescer o engajamento deles mesmos e demais integrantes da empresa aos processos internos. Por isso, é fundamental à equipe de RH cuidar do departamento pessoal da empresa.

Como você já viu no tópico anterior, compreender e desenvolver a experiência dos colaboradores como um todo é uma das mais importantes práticas de RH na atualidade, pois pode gerar enormes benefícios para a empresa e para o próprio parceiro. Adotar práticas que, por exemplo, aumentam o bem-estar do colaborador, pode reduzir o risco de faltas e licenças por doenças.

Além do mais, mantê-los engajados permite que o time seja mais dedicado e capaz de gerar crescimento sustentável para a empresa. Também contribui para valorizar a employer branding do negócio, facilitando o eventual recrutamento de novos talentos mais adequados aos cargos.

Para garantir o engajamento de colaboradores, é essencial que a equipe de RH trabalhe para conscientizá-los a respeito dos objetivos da empresa, pois eles precisam acreditar que são capazes de alcançá-los e assim se sentirem motivados para o trabalho. Além disso, é preciso que os recursos humanos atuem de maneira a fazer esses parceiros se sentirem ouvidos e terem acesso a recursos como treinamentos, bases de dados, informações e networking.

Treinamento e desenvolvimento

A responsabilidade de uma equipe qualificada de recursos humanos vai além de apenas encontrar talentos e garantir um bom ambiente de trabalho. Além de tudo isso, é a empresa também tem a responsabilidade de adotar práticas relacionadas ao investimento em oportunidades de treinamento e desenvolvimento da sua equipe de trabalho.

É fundamental que o RH da empresa foque em treinamentos específicos para habilidades essenciais ao sucesso do negócio. Nesse ponto, vale lembrar que os jovens costumam dar grande valor à aprendizagem e se beneficiar desse sistema.

Oferecer apoio para que colaboradores possam crescer é uma ótima prática para ser implementada à medida que as indústrias avançam, pois os mantêm engajados no trabalho desempenhado e interessados em permanecer na organização.

Outra prática inovadora e eficiente é contratar estagiários antes de efetivar colaboradores por tempo integral, a fim de reduzir custos com treinamentos.

Uma equipe de recursos humanos nunca negligenciará a necessidade de treinar continuamente os profissionais da empresa.

Gestão de clima

Equipes de recursos humanos nas melhores empresas compreendem que a produtividade — que é fundamental para o sucesso do negócio e alcance de resultados — depende de diversos fatores, incluindo o bem-estar físico e emocional de colaboradores.

É necessário realizar uma boa gestão do clima no negócio, de maneira a viabilizar que profissionais sintam-se mais motivados a estarem engajados com a produtividade, reduzindo-se o turnover e trazendo segurança psicológica para eles.

A segurança psicológica, inclusive, interfere bastante para gerar um bom clima, pois proporciona um ambiente seguro para que colaboradores se sintam à vontade para demonstrar sua personalidade e dispostos a propor ideias ou, até mesmo, assumir quando não souberem algo.

Alguns exemplos de práticas relacionadas a novas formas de desenvolver uma boa estrutura de trabalho nas empresas são: a Holocracia, a Economia de Gig, e a Organização Teal. Conheça agora o que cada uma delas representa.

Holacracia

Também conhecida como Holocracia, consiste em uma nova forma de trabalho descentralizada criada para confrontar métodos tradicionais. Por meio da Holacracia, as relações hierárquicas na empresa não se operam verticalmente — de cima para baixo —, mas com base na distribuição equânime de poder em toda a empresa.

Isso dá aos colaboradores a liberdade necessária de autogerenciamento para atuarem com maior autonomia e pró atividade em prol do crescimento da empresa. O conjunto estruturado de normas de Holocracia garante essa liberdade e elimina problemas como desigualdades na dinâmica interna de poderes

Economia de Gig

Essa expressão se refere à implementação de uma economia interna que funcione com base em contratos de curta duração e prestações de trabalho temporário.

Essas formas de parceria são bastante efetivas quando comparadas aos contratos permanentes por tempo indeterminado, o que garante maior flexibilidade e liberdade para a equipe de recursos humanos designar trabalhos e tarefas, bem como o volume de trabalho.

Trata-se de uma prática importante de ser implementada, uma vez que traz benefícios dificilmente alcançáveis por meio das relações profissionais tradicionais, como o alto grau de flexibilidade e possibilidades de trabalho com maior autonomia.

Organizações Teal

Essa prática tem suas origens nos trabalhos do Professor Clare W. Graves. Uma organização Teal propõe um novo paradigma na história da humanidade quanto à práticas de gestão da hierarquia empresarial.

Graves acreditava que a humanidade estava pronta para um importante salto em frente, mais conhecido como o salto para o Teal. Basicamente, a teoria de Graves estabelece que as organizações Teal devem ser estruturadas em torno de três valores específicos: autogestão, autossuficiência e propósito evolutivo.

Na prática, isso significa que as hierarquias empresariais são removidas de modo que os colaboradores sejam incentivados a trabalharem com autenticidade e sem competições para o cumprimento de suas metas.

Como você pode perceber, as práticas, processos e plataformas que a equipe de recursos humanos utiliza em suas atividades de gestão podem contribuir significativamente para melhorar os resultados do negócio.

As novas práticas e tendências de trabalho estão diretamente relacionadas a melhores resultados, pois eles geralmente surgem quando colaboradores são colocados em uma posição de maior envolvimento quanto à escolha e medição de suas próprias tarefas e objetivos.

Por todas essas razões é importante promover a curiosidade e a diversidade, incentivar o aprendizado e envolver os colaboradores no negócio desde o início. Uma abordagem de RH verdadeiramente centrada em pessoas é fundamental, independentemente do setor ou função exercida.

Quer entender de qual forma uma consultoria em recrutamento e seleção pode ajudar nesse sentido? Veja abaixo nossas sugestões.

3. Entenda como uma consultoria em recrutamento e seleção pode ajudar

Como você já deve ter percebido, o recrutamento e seleção tem um papel fundamental não apenas na captação de talentos da empresa, como também na manutenção da motivação de seus colaboradores, produtividade e desenvolvimento. Esse trabalho é essencial para o sucesso do empreendimento do negócio e deve receber total atenção por parte dos empreendedores.

Para fomentar o trabalho em seu negócio, vale a pena contratar uma consultoria de recrutamento e seleção! Por meio dela, será possível contar com a ajuda de um time de experts em selecionar perfis e resolver problemas relacionados ao mundo profissional. 

Afinal, por meio de uma consultoria de recrutamento e seleção será possível encontrar profissionais compatíveis com os processos de trabalho da empresa, que compreendam a cultura organizacional e tenham clareza dos objetivos do negócio. Com base nessas informações, os especialistas poderão traçar a melhor estratégia para a empresa, que permitirá aumentar o desempenho da força de trabalho e atingir os objetivos do negócio.

Por fim, ela também ajudará na gestão e desenvolvimento de habilidades dos profissionais , posicionando-os nos cargos mais apropriados para gerar maior impacto para os resultados do negócio.

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