Vida pessoal e profissional: três fatores que influenciam no equilíbrio

Por Robert Half on 22 de março de 2021

Por Fernando Mantovani

No dia 20 de março comemorou-se o Dia Internacional da Felicidade. Você já parou para se questionar a respeito do sentimento dos colaboradores da sua equipe ou empresa com relação ao trabalho que executam? Ou como você tem se sentido na cadeira que ocupa? A 15ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) traz um dado interessante: após um ano de pandemia, quase metade (48%) dos 387 profissionais entrevistados afirmou que o tão sonhado equilíbrio entre qualidade de vida e trabalho melhorou ao longo dos últimos meses.

ICRH

Durante a sondagem do ICRH, os profissionais atribuíram essa conquista do equilíbrio entre vida pessoal e profissional a três fatores prioritários:

  1. Redução do estresse por conta da ausência de deslocamento

O estresse pelo excesso de tempo no trânsito, seja no deslocamento para reuniões ou no trajeto entre casa e trabalho era um desconforto antigo dos colaboradores. Muitos, dependendo da distância, das variações climáticas ou do engarrafamento, já começavam o expediente ou os compromissos profissionais com aquela incômoda sensação de cansaço.

Com o home office compulsório e as práticas do trabalho híbrido, muitos profissionais puderam enfim experimentar as vantagens de acordar e estar a alguns passos da mesa de trabalho. Mesmo assim, antes de aderir de maneira definitiva ao trabalho à distância, sugiro que líderes e liderados se atentem a todos os detalhes que estão por trás dessa nova forma de operação.

  1. Mais tempo para conviver com a família

Ao trabalhar e fazer outras atividades do ambiente doméstico, os profissionais estão com uma rotina favorável para estar mais perto da família, fazer as refeições em conjunto, acompanhar o desenvolvimento dos filhos. Porém, estão tendo mais facilidade para desfrutar desses benefícios aqueles que têm facilidade para praticar o autogerenciamento, driblam os ladrões de tempo, delegam quando é possível e necessário, sabem dizer não e buscam ajuda da liderança diante de uma sobrecarga, antes que a situação se torne insustentável.

  1. Menos contato com a pressão vivida no ambiente físico do trabalho

Alguns colaboradores declararam que estar em casa reduz a pressão vivida no ambiente físico do trabalho, o que é verdade. Mas precisamos considerar que uma dose de pressão sempre vai existir em empresas interessadas em crescer, inovar e se manter competitivas. Eu, particularmente, acredito que, na quantidade certa, ela até pode nos motivar.

Então, ainda que você prefira um ambiente mais estável, sugiro fazer um treinamento diário de quatro técnicas para lidar com o trabalho sob pressão. Nesse contexto, minha recomendação é que, diante de qualquer situação mais estressante, você: não entre em pânico; divida a resolução em etapas; se possível, mapeie pessoas que possam te ajudar; e busque ações corretivas.

Diferentemente do que muitos pensam, a satisfação no local de trabalho é um objetivo tangível e não um simples conceito abstrato. Mas, para isso, é preciso que a empresa tenha propósitos e valores bem definidos, além de estratégias sólidas para atrair e reter colaboradores alinhados a esses princípios. Além disso, os profissionais, ao avaliar uma proposta de trabalho, devem considerar suas afinidades com a companhia, além de salários e benefícios.

Com essas precauções, naturalmente, os líderes formam dentro da empresa embaixadores da marca, enquanto os profissionais terão sempre um bom motivo para acordar às segundas-feiras. O que é ótimo, já que quase ninguém busca uma nova oportunidade ou um novo profissional enquanto existir uma relação de ganha-ganha, não é mesmo?

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half e autor do livro Para quem está na chuva… e não quer se molhar

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