Home office forçado: desafios e benefícios

Por Robert Half on 8 de abril de 2020

Por Mariana Horno

De repente, o mundo – sim, o mundo – pessoas de todos os países, de todas as idades, de todas as raças, de todas as crenças, todos nós fomos abruptamente invadidos por uma nova realidade e retirados de nossas vidas e rotinas para vivermos um momento de isolamento forçado.

No mundo corporativo não foi diferente. Os profissionais, independente de senioridade, área ou cargo foram literalmente forçados por essa necessidade e tiveram que se adaptar a trabalhar em “home office” em tempo integral.

Certamente, num primeiro momento, a sensação de todas as pessoas pode ter sido mais negativa pela ideia de “perda” que tudo isso gera, especialmente, pela velocidade e forma como as coisas aconteceram – tudo tão de repente...

De repente, não podemos mais ver nossos familiares e amigos; de repente, não podemos mais sair de casa para jantar, dançar e nos divertir; de repente, não podemos mais fazer nossas atividades físicas em academias e parques, de repente não podemos fazer atividades dos nossos cotidianos e de repente não podemos mais sequer sair para trabalhar.

Tudo precisou ser diferente e sem escolha de como cada um gostaria que fosse.

O espaço e as vontades individuais cederam para o coletivo, sendo que o “eu” se transformou num grande “nós”.

Coisas corriqueiras que nem tínhamos vontade de fazer, como ir ao mercado ou sair para correr às ruas tornaram-se atividades extremamente atrativas e valiosas no nosso dia a dia.

A angústia tomou conta do dia-dia de muitas pessoas e, apesar de ser “um momento que vai passar”, o não saber “quando” gera ansiedade a todos nós.

Mas, será que apenas há esse lado de se ver as coisas?

Será que, em meio a tudo isso, não podemos verificar e encontrar benefícios que jamais pensaríamos num estado de normalidade?

Será que não sentimos necessidade de fazer as coisas pelo simples fato de não podermos fazer agora, neste exato momento?

Será que não encontramos novas formas de enxergar o que realmente é importante?

No trabalho, será que não podemos encontrar novas formas de trabalhar e sermos ainda mais produtivos?

Certamente, a resposta é sim para muitos desses questionamentos.

Após a fase inicial de adaptação, as pessoas estão se acomodando numa nova realidade, aprendendo que flexibilidade e tolerância são imperativos para este momento.

As atividades, até então corriqueiras e que tomavam todo o nosso tempo, cedem espaço para novas atividades e rotinas jamais possíveis naquela realidade.

As pessoas encontram novas formas de se conectar, de se exercitar, de se alimentar e até de trabalhar.

E, em meio a tudo isso, surgem novas rotinas e novas formas de aproveitar o tempo, que até parece ser mais extenso do que nunca; e a sensação de que muito tempo gasto de formas inúteis parece dar lugar e reverberar a sensação de que temos “tempos melhor aproveitados”.

Mudar é difícil, pois tira os seres humanos da zona de conforto, mas após a quebra de paradigma inicial, mudar é bom e, mais do que isso, “mudar é preciso”!

Conseguir mudar gera uma sensação de conquista, de empoderamento de que podemos ser diferentes, de que conseguimos ser até melhores em vários aspectos.

Isso gera um poder de uma liberdade – uma nova forma de liberdade – que garante o bem-estar de quem consegue entrar nesta sintonia.

No trabalho, as pessoas podem se surpreender com a qualidade e quantidade de ideias e tarefas que conseguem gerir em meio ao equilíbrio de vida que necessariamente devem fazer.

O silêncio, antes angustiante, serve de alento e concentração para atividades novas que precisam ser concluídas e novos lazeres que oxigenam nossos dias.

Então, convido a você, não amanhã, mas hoje, a tentar olhar tudo isso com realidade e cautela, mas tentando aproveitar cada momento de forma diferente e conseguindo enxergar esses, dentre tantos outros benefícios, que podemos ter neste período de reclusão e de reflexão.

* Mariana Horno é gerente de recrutamento da Robert Half

COMO PODEMOS TE AJUDAR?

A Robert Half está conduzindo seus processos de recrutamento normalmente e 100% da empresa está em regime de home office

More From the Blog...