Dia Internacional da Mulher

Por Robert Half 8 de março 2018

Por Isis Borge

Mais um dia 8 de março. Mais do que comemorar é importante relembrarmos de onde vem o histórico deste dia: 1857, com uma repressão pesada da polícia de Nova York, nos EUA, contra trabalhadores de uma fábrica têxtil que reivindicavam por condições melhores de trabalho e maior igualdade entre os gêneros.

No Brasil, a mulher só conseguiu o direito a votar em 1932. Já parou para pensar o quanto evoluímos? O quanto tudo mudou de lá para cá? Ainda há muito a ser feito, e diversas questões a serem desenvolvidas, mas cada vez mais o mundo enxerga o valor de termos mulheres nos postos de comandos de grandes empresas, em todos os segmentos de mercado e regiões do País.

Isso é fruto do empenho e dedicação de cada uma que estuda e entra no mercado de trabalho para dar o seu melhor.

Como recrutadora, vejo cada vez mais as empresas tendo real interesse de ter mais mulheres nos seus processos seletivos - em todos os níveis - e quando a apresentação da lista de candidatos não tem esse equilíbrio, muitas questionam se temos mais mulheres que poderiam ser abordadas para o cargo. Isso é fruto da insistência e da resiliência feminina em acreditar, mesmo diante de situações desafiadoras.

Nas salas de entrevistas e nas altas posições

Nas salas de entrevistas, elas chamam a atenção por diversos fatores, tais como a intuição aguçada, a comunicação, a persistência e resiliência diante das dificuldades, uma maior resistência física e psicológica, maior cautela na tomada de decisões, facilidade de lidar com várias coisas ao mesmo tempo, a habilidade para influenciar e engajar pessoas, a criatividade e a flexibilidade.

Já ouvi relatos de aumentos concretos nos resultados em empresas que passaram a ter mais mulheres a frente de cargos de liderança.

Muitas conquistas e ainda há muito por vir

Hoje, mais do que darmos uma flor para as mulheres ao nosso redor, vamos discutir o papel delas na sociedade. Muitas conquistas já foram obtidas, mas muitas mais ainda estão por vir. Fico feliz com tudo que já conquistamos e certa de que em breve teremos mais e mais nomes despontando como grandes líderes inspiradoras. Como já disse Margareth Thacher, “qualquer mulher que entenda os problemas do funcionamento de uma casa, está muito perto de entender como conduzir um país”. Imagina uma empresa!

* Isis Borge é gerente de recrutamento da Robert Half

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