A importância do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional

Por Patricia Alves

Na última semana circulou na internet a notícia de uma jornalista japonesa, de 31 anos, que morreu depois de fazer 159 horas extras de trabalho. O caso aconteceu em 2013, mas só veio a público agora, quando a agência de notícias Kyodo News divulgou, explicando que a jornalista, que folgou apenas dois dias no mês que antecedeu a sua morte, sofreu uma falência cardíaca.

Historicamente, o Japão é um país onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional praticamente não existe. O elevado número de mortes relacionadas a questões trabalhistas é preocupante.

Estudo da Robert Half mostra que conquistar um equilíbrio justo entre as responsabilidades profissionais e pessoais é um objetivo de praticamente todos os trabalhadores. Muitos tentam administrar cargas de trabalho pesadas e, ao mesmo tempo, questões pessoais. É um malabarismo desafiador que pode fazer com que os colaboradores fiquem cansados, estressados ou, em caso extremos, tenham fins mais trágicos como a da jornalista japonesa.

Incentivo e exemplo

Os gestores devem incentivar que os colaboradores aproveitem as opções de equilíbrio trabalho-vida pessoal, quando disponíveis, e, especialmente, durante períodos de menor demanda de trabalho. Oferecer empatia e apoio também têm um grande impacto, já que quando se sentem respeitadas e incentivadas a manter esse equilíbrio, as pessoas tendem a trabalhar melhor e serem leais à empresa.

Também é importante dar o exemplo. Os colaboradores se espelham em seus superiores. Assim, a dica para os gestores é: seja a referência. Tente sair do escritório em uma hora decente e evite a tentação de continuar respondendo e-mails tarde da noite. Tire férias e desligue-se quando estiver ausente. Não vá trabalhar quando estiver doente. Se você estabelecer limites adequados e proteger o seu tempo de inatividade, sua equipe vai seguir seu exemplo.

* Patricia Alves é Relações Públicas da Robert Half para a América Latina

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