Como a pandemia mudou a nossa relação com o trabalho

Por Robert Half on 30 de abril de 2021

Por Fernando Mantovani

Amanhã é o Dia do Trabalho. Neste ano, a proximidade da data me fez refletir sobre as diferentes perspectivas pelas quais a vida profissional já foi observada... Durante muito tempo, o grande objetivo do trabalho era garantir o sustento das pessoas. Mais recentemente, os profissionais começaram a ser atraídos pela ideia de participar de projetos significativos, que causem algum impacto positivo na comunidade ou no mundo. A sólida e longa carreira em uma empresa já não é o principal atrativo. O que importa mesmo é fazer a diferença, de preferência colocando em prática seus talentos e paixões.

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Com a pandemia, houve uma nova mudança no mundo corporativo e na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho. Grande parte dos profissionais conquistaram o tão sonhado direito de desfrutar dos benefícios do home office, mas por trás dessa comodidade escondem-se muitos desafios que precisam ser administrados.

O novo momento estimulou a nossa reinvenção

Com o trabalho à distância, longe dos olhos do gestor e da companhia física da equipe, precisamos, de cara, desenvolver ou aprimorar a nossa capacidade de autogerenciamento e de comunicação. Foi preciso, também, rever a nossa forma de nos relacionar, receber e delegar demandas, executar as atividades em um ambiente mais digital e atender clientes e negociar com fornecedores. Tudo equilibrando pratinhos para que a vida profissional não invada a rotina pessoal e vice-versa.

Nossas prioridades também são outras

Nesse período, que nos colocou mais perto da família e nos fez descobrir ou redescobrir novos prazeres pessoais, noto os profissionais mais interessados no que as organizações têm a oferecer por meio das políticas de benefícios relacionadas à qualidade de vida - como indicaram 55% dos 387 profissionais entrevistados durante a sondagem da 15ª edição do ICRH. Para o grupo de entrevistados, em cinco anos, ao avaliar uma oportunidade de trabalho, os candidatos também irão valorizar muito a sustentabilidade do negócio (opinião de 21%) e o propósito da organização (18%). Recomendo que os empregadores fiquem de olho nesse movimento.

Originalmente, o Dia do Trabalho foi instituído como uma homenagem a uma greve iniciada em Chicago, em 1886, por trabalhadores que reivindicavam melhores condições de trabalho. Avalio essa luta como muito legítima e ainda muito atual. Mas creio que podemos ampliar mais os movimentos desse dia e não só nesse dia.

Deveríamos, com mais frequência, fazer pausas para comemorar o que já conquistamos, revisar nosso planejamento de carreira, redefinir rotas e ir em busca de novas conquistas, entendendo que somos os maiores responsáveis por nosso futuro profissional. Afinal, quando o assunto é a nossa carreira, ninguém pode querer mais do que nós mesmos!

* por Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half e autor do livro Para quem está na chuva… e não quer se molhar

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