Planejamento de carreira não é autoajuda

Por Robert Half 9 de abril de 2018

Por Fernando Mantovani

A semana mal começou e você já está de olho no fim de semana. Já sabe exatamente o que vai fazer. Se vai viajar, as reservas estão feitas, o carro abastecido, revisão em dia, malas prontas. Se vai ficar em casa, ver a família, fazer um passeio e aproveitar a cidade, já tem um plano traçado, nem que esse plano seja, simplesmente, fazer nada. Para tudo na vida a gente planeja, e isso é absolutamente normal. Por que, então, quando o tema é “planejamento de carreira”, muitos associam com autoajuda?

Planejar pode não te levar ao lugar desejado, mas aumenta a probabilidade de sucesso

Eu costumo comparar a carreira com uma escada. O último degrau é onde você quer chegar, o que você almeja como ideal. O planejamento são todas as ações que você toma para alcançar o último degrau. Desde o curso na universidade, as atividades extracurriculares, a viagem de intercâmbio. Tudo precisa ser planejado para que, dentro de um período estimado, você chegue ao topo da escada.

Uma coisa interessante é que, ao subir um degrau e olhar para baixo, você pode refletir o que te fez avançar e usar dessa experiência para planejar o próximo degrau.

Um degrau por vez

Planejar requer paciência. Ainda falando sobre a escada, é importante ter em mente que, para subir de um degrau para outro, podem ser necessários anos e anos de trabalho, mas tudo isso faz parte do aprendizado. Há algumas habilidades que somente são desenvolvidas com o passar do tempo. Um profissional experiente, em geral, reage de forma mais tranquila aos atritos do dia a dia, pois ele sabe que determinadas discussões não vão levá-lo a lugar nenhum. Como ele sabe? Porque já passou por isso antes. Assim, não adianta pular etapas. Todo degrau, por mais simples que seja, será importante para a construção de sua bagagem profissional e fará a diferença quando, lá em cima, você olhar para tudo o que fez para atingir seu objetivo.

Esteja, no entanto, disposto a alterar o curso de sua escada. Um plano feito aos 18 anos, por exemplo, pode não fazer sentido quando você chegar aos 30, 35. Assim, revisite sempre sua estratégia e adeque suas ações de acordo com os novos objetivos.

Não deixe para amanhã

Sabe o ditado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”? Quando falamos de carreira, amanhã pode, sim, ser tarde demais. Como é a sua escada? E qual é o seu próximo degrau?

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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