Estamos na Era das organizações emocionalmente inteligentes

Por Robert Half on 14 de julho de 2021

Por Diana Gabanyi e Jackie de Botton

Por mais que a tecnologia evolua, a inteligência humana segue contribuindo de maneira considerável para o lucro e a continuidade dos negócios. A questão é que a mente do ser humano é um instrumento muito delicado. Se qualquer um de nós se sentir pouco apreciado, negligenciado, tratado de forma rude ou injusta, nossa mente pode - sem aviso prévio - simplesmente desligar, entrar em greve. Algo que pode refletir de maneira negativa diretamente na redução da produtividade e qualidade do trabalho.

É por isso que a valorização da inteligência emocional entre os membros de todos os níveis hierárquicos de uma equipe tem se tornado tão vital para os negócios. A boa notícia é que podemos aprender e aprimorar muitas habilidades humanas importantes para o mundo corporativo, como liderança, comunicação, eloquência, inovação, diplomacia, resiliência, empreendedorismo, adaptabilidade, entre tantas outras necessárias e, inclusive, mapeadas pelo Guia Salarial 2021 da Robert Half.

É sempre útil que esse aprendizado seja feito de maneira formal, por meio de cursos, workshops e eventos específicos sobre inteligência emocional e habilidades comportamentais. Mas ele pode ser iniciado por cada profissional a partir da compreensão e da internalização de sete boas ideias, que têm como base princípios da psicologia, filosofia e história e são praticadas na The School of Life:

1. Aceite a imperfeição

A perfeição está além de nós, mas isso não nos torna pessoas menos dignas. De perto, todos temos - em algum nível - temores, inseguranças, arrependimentos, anseios e falhas. As únicas pessoas normais são aquelas que não conhecemos muito bem.

2. Compartilhe a vulnerabilidade

Reconhecer que também somos formados por fraquezas, loucuras e equívocos deve inspirar em nós compaixão por nós mesmos e generosidade em relação aos outros. Aliás, saber como revelar essa vulnerabilidade é a base dos verdadeiros relacionamentos pessoais e profissionais que tanto desejamos.

3. Conheça a sua insanidade

É requisito básico da maturidade compreender como reagimos quando estamos com raiva, sono ou alguma preocupação. Isso para citar apenas algumas das nossas possibilidades de variações de humor. Saber disso nos permite alertar quem nos é importante e procurar meios de nos conter, antes que causemos estragos desnecessários.

4. Aceite a sua tolice

Você é um tolo. Aceite isso de bom grado e não como algo terrível. Até mesmo porque vivemos em um planeta habitado por bilhões de seres humanos tolos. E, ao contrário do que se pensa, abraçar a nossa tolice nos deixa mais confiantes diante dos desafios, confortáveis conosco e preparados para estender uma mão amiga ao outro.

5. Permita-se ser bom/ boa o suficiente

A alternativa à perfeição não é o fracasso, mas fazer as pazes com a ideia de que somos, cada um de nós, bons o suficiente em diferentes áreas da vida. Com um olhar mais generoso e perspicaz, você verá que nessa perspectiva contém o melhor da vida, aqui e agora.

6. Desespere-se alegremente

Vivemos sob uma pressão indevida e injusta para sorrir sempre. Mas mesmo uma vida boa pode ser permeada de melancolia, que não tem relação com raiva ou amargura - trata-se de uma espécie de tristeza nobre que surge quando estamos abertos ao fato de que a decepção faz parte da experiência humana. Nesse contexto, desesperar-se alegremente é, mesmo tristes, tirar o proveito máximo do que é bom - quando, onde e em que doses surgir.

7. Transcenda

Somos minúsculos feixes de matéria em um ponto de um universo sem limites. Quando pensamos, por exemplo, na imensidão do céu ou do oceano em relação a nós mesmos temos a oportunidade de nos sentir humildes sem ser humilhados. Nesse ritual, de certa forma, muitas coisas que nos perturbam e incomodam também podem parecer menores.

Teoricamente, todos sabemos de tudo isso. Mas, no decorrer do dia a dia, esquecemos de quase tudo porque nossa memória é como uma peneira, não como baldes robustos. Por isso, precisamos criar o hábito de rever e ensaiar tudo o que já é conhecido com mais frequência, enquanto adquirimos outras boas ideias para ter uma vida mais plena e significativa, na relação com nós mesmos, o outro e o mundo.

Na Era das organizações emocionalmente inteligentes, cuidar da mente dos colaboradores - e da própria - é a melhor saída para orquestrar com eficiência um ambiente formado por pessoas com heranças psicológicas diferentes e, até mesmo, desconhecidas. As carreiras e os negócios vão agradecer!

Diana Gabanyi e Jackie de Botton são sócias-fundadoras da The School of Life Brasil

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