As redes sociais e o elevador

As redes sociais e o elevador

Por Fernando Mantovani

Um tema que nunca sai de pauta é o comportamento nas redes sociais. Por mais que haja diversas orientações no mercado sobre o que é ou não adequado para as redes, vira e mexe vemos notícias de pessoas que perderam seus empregos porque disseram o que não precisava na internet. Até onde vai o limite de vigilância das empresas sobre seus funcionários? É ou não é ético? Como separar o pessoal do profissional?

Esteja empregado em uma grande ou pequena empresa, você carrega em seu sobrenome a marca dela. Eu, por exemplo, sou o “Fernando da Robert Half”. É assim que a maioria das pessoas me conhece. Porém, independentemente do nome corporativo, os profissionais deveriam pensar em si mesmos antes emitirem qualquer opinião polêmica, seja sobre o que for. É sua credibilidade e reputação que estão em jogo.

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Para saber o que dizer na internet, use a estratégia do elevador. Estar com pessoas desconhecidas em uma caixa fechada até que chegue o andar que você deseja é sempre constrangedor. Ninguém sabe muito bem como se comportar – ou há o silêncio sepulcral ou conversas rasas sobre o clima. Então, antes de escrever qualquer coisa na rede social pense: “Se eu estivesse em um elevador com um monte de desconhecidos, eu falaria isso em voz alta?”. Se a resposta for não, não publique o comentário.

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Quando você divulga qualquer coisa na rede social não é possível prever a dimensão que isso tomará. Afinal, dificilmente alguém tem mais de 200 amigos próximos e confiáveis. Na verdade, a maioria nem sabe quem realmente está em sua rede. Boa parte são os desconhecidos do elevador. A questão é que, sim, somos vigiados o tempo todo e precisamos aprender a lidar com isso.

 

Fernando Mantovani é diretor de operação da Robert Half Brasil.

Este artigo o foi originalmente publicado no blog Sua Carreira, Sua Gestão, da Exame.com.

 

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