Mentir está fora de moda!

Por Robert Half 1 de abril de 2019

Por Fernando Mantovani

É triste continuar fazendo esse alerta, mas ainda existem profissionais que mentem ou exageram algumas qualificações no currículo na esperança de conseguir se destacar entre os demais. Porém, neste 1o  de Abril, conhecido como Dia da Mentira, eu insisto que não vale a pena. O Índice de Confiança da Robert Half apontou que 33% dos líderes entrevistados afirmam que inconsistências no documento é o principal motivo que faz com que eles descartem um candidato na primeira entrevista.

Já vi profissionais de diferentes níveis hierárquicos perderem a vaga e a credibilidade por tentar iludir o recrutador. Isso acontece basicamente porque, ao descobrir uma mentira no currículo, a tendência é que o entrevistador ou o futuro empregador fique inseguro sobre todas as demais verdades contadas.

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As mentiras que mais vejo na sala de entrevista estão relacionadas a:

  • Idioma – Ter fluência em um segundo idioma é uma mentira muito popular, porém é também a mais fácil de ser detectada. Por exemplo, se a vaga pede boa capacidade para se comunicar em inglês, tenha certeza de que esta habilidade será testada em algum momento da conversa com o recrutador.
  • Experiência – Não supervalorize sua passagem por cargos ou empresas. Um recrutador experiente vai perceber sua mentira ao checar referências ou pedir detalhes da sua rotina ou do contato com outros profissionais.
  • Formação – Talvez você não acredite, mas mesmo em cargos de média e alta gestão, há profissionais que dizem ter formação superior completa, quando ainda têm matérias pendentes a concluir. Seja transparente nesse quesito.
  • Salário – Não caia na tentação de mentir sobre o salário que vinha recebendo na tentativa de conseguir maior remuneração no próximo emprego. Tenha certeza de que o recrutador vai confrontar o dado que você informar com estudos do mercado ou com o registro da sua carteira de trabalho.
  • Motivo do desligamento – Seja honesto com o recrutador sobre os motivos da sua saída da antiga empresa ou interesse no desligamento. Tenha atenção apenas para demonstrar o quanto evoluiu com a experiência e não fale mal da antiga empresa ou de pares e gestores.

Hoje, as empresas já entenderam que preencher uma vaga é ação estratégica para os negócios e que uma contratação equivocada reflete em prejuízos de tempo e dinheiro para a companhia. Por essa razão, têm feito processos mais apurados, confrontando dados, referências e documentos. Não corra o risco de ser pego e fazer com seu currículo pare na lixeira.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

 

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