Mad skills: quais são as suas?

Por Robert Half on 21 de julho de 2023
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

*Por Fernando Mantovani

As tecnologias avançam, as empresas se transformam, os profissionais se reinventam, mas há qualidades que, faça chuva ou faça sol, nunca perdem a força, e aposto que nunca perderão. Criatividade, ousadia, senso de dono e espírito de equipe são algumas delas. A imensa maioria das organizações aprecia esse tipo de atributo e precisa de times assim para se destacar da concorrência e alcançar bons resultados.

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Uma tendência mundial

Não é por outro motivo que as chamadas mad skills vêm ganhando relevância na Europa e têm tudo para entrar na mira de empresas e de recrutadores por aqui. Vou detalhar os vários tipos de habilidades esperadas pelo mercado para mostrar do que se trata essa nova tendência. Embora as mad skills possam ser consideradas “vizinhas” das soft skills, elas não são a mesma coisa.

As hard skills são habilidades técnicas e acadêmicas adquiridas por meio da educação formal (graduação, pós, especialização, etc). As soft skills abrangem habilidades socioemocionais como empatia, escuta e resiliência, entre outros aspectos comportamentais que contribuem para cultivar boas relações interpessoais.

Já as mad skills, ou o que poderíamos chamar de habilidades fora de série, em português, envolvem a realização de hobbies e outras atividades interessantes que fazem um profissional ser diferente e especial de alguma maneira. Entram nessa categoria aqueles que se dedicam às artes (tocam em uma banda, participam de um grupo de escrita ou fazem stand-up, etc), aos esportes (futebol, skate, trilhas), ao voluntariado, às viagens, à gastronomia ou a produção de um podcast. O céu é o limite.

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Note que essas iniciativas são frutos de escolhas individuais e espontâneas, ou seja, não foram impostas e não são cobradas por uma organização. Elas são movidas pela paixão, pelo interesse e por decisão dos próprios praticantes. Por isso, pela ótica de um recrutador, elas dizem muito sobre a personalidade e os potenciais de um candidato.

Alguém que faça teatro, por exemplo, pode ter facilidade para conduzir reuniões e apresentações. Um corredor de rua talvez apresente persistência e foco acima da média. Um fotógrafo amador deve buscar soluções com mais criatividade e sensibilidade. Uma fã de artesanato pode se sair bem em cargos que requerem concentração e improviso. E assim por diante.

Ter um lado B amplia nosso repertório de experiências e conhecimentos porque saímos do modo automático, exigido pela rotina, e entramos em contato com situações inusitadas, que proporcionam novos tipos de aprendizado. Assim, ganhamos não apenas mais recursos, mas recursos “fora da caixa” para lidar com os desafios do trabalho.  

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Hobbies também aumentam produtividade

Não bastassem as vantagens de hobbies e similares para incrementar o currículo e se sobressair em um processo de seleção, as atividades extra-profissionais também ajudam a melhorar a produtividade. Existem até pesquisas comprovando esse fato.

A seguir, cito os principais motivos para as atividades praticadas no tempo livre impactarem positivamente nossa performance no horário comercial:

- saúde mental – atividades prazerosas, se feitas regularmente e sem pressão, relaxam, distraem e reduzem o estresse, garantindo pensamentos e emoções mais positivas;

- criatividade – conviver com pessoas e situações fora do trabalho é uma ótima maneira de desenvolver ideias, soluções e perspectivas diversas daquelas que circulam dentro da empresa;

- autoconhecimento – os momentos reservados a um hobby são uma oportunidade para explorar e manejar nossos pontos fracos e pontos fortes, sem o temor do julgamento de um chefe ou de colegas;

- autocontrole – embora sejam uma válvula de escape dos problemas do dia a dia, os passatempos acabam exigindo paciência, persistência, foco, humildade, entre outras qualidades que melhoram a gestão das emoções;

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- sociabilidade – é comum que hobbies e até esportes individuais acabem reunindo os praticantes em algum momento (cursos, eventos, competições etc), favorecendo as interações e o aprimoramento das habilidades sociais.

Seja qual for o lado B escolhido, o principal é lembrar que todo bom profissional precisa criar mecanismos para compensar o peso das demandas e das dificuldades enfrentadas no trabalho. A boa notícia é que esse autocuidado também conta e muito para tornar o currículo mais atraente e a performance, mais afiada.

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half para a América do Sul

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