Robert Half lista os 10 erros mais comuns de gestores em períodos de crise e como evitá-los

 

São Paulo, abril de 2015 – As incertezas no cenário econômico não afetam apenas os resultados financeiros de uma empresa. A produtividade do trabalho e o desempenho das equipes também podem ser impactados em momentos de crise, gerando dúvidas em gestores sobre como atuar correta. A maneira como os executivos conduzem o dia a dia em fases turbulentas podem gerar comprometimento de clima organizacional, aumento de rotatividade, queda na qualidade dos serviços e impactar negativamente a receita da empresa ou até mesmo a imagem da organização no mercado.

A Robert Half lista abaixo as 10 falhas mais comuns do gestores em momentos de crise. Divididas em quatro categorias (clima e retenção; produtividade; inovação e capacidade de assumir riscos; fortalecendo os negócios), estão algumas dicas de como lidar com cada situação.

10 Falhas Mais Comuns dos Gestores em Períodos de Crise 

Clima e Retenção

  • Pensar que seus funcionários não conseguem lidar com a verdade - Falar abertamente sobre uma retração dos negócios da companhia pode ajudar as pessoas a sentirem que o gestor tem algum controle sobre a situação. O que aconteceu na última vez em que os negócios estiveram em baixa? Como a empresa superou os problemas? O que podemos aprender com aquela experiência e o que pode ser aplicado à situação atual? Explorar essas questões nas reuniões com os funcionários ou em sessões de brainstorming de menor porte fará as pessoas se sentirem mais participativas, além de proporcionar ideias bastante úteis.

 

  • Culpar os gestores superiores - Se você for um gestor de nível médio responsável por transmitir as más notícias, pode se sentir inclinado a dizer aos funcionários que teria feito as coisas de forma diferente, mas que a escolha não foi sua. Embora isso possa, temporariamente, livrá-lo de qualquer responsabilidade, essa atitude transmite a mensagem de que o gestor está fora de sintonia com os líderes da empresa e isso poderá ser desconcertante para seus funcionários. Ao invés disso, o ideal é apresentar as mudanças e os motivos por trás delas, incluindo o modo como ajudarão a empresa a continuar encarando os desafios.

 

  • Achar que as pessoas têm sorte somente por terem um emprego - Essa suposição baseia-se na crença de que, quando a economia vai mal as pessoas devem se sentir felizes por ter uma posição estável, mesmo que não seja uma ocupação ideal. Embora isso possa ser verdade em alguns casos, é importante que os gestores tenham em mente que os funcionários mais talentosos sempre têm opções. Bons profissionais encontram oportunidades no mercado em qualquer estado da economia e não é uma boa estratégia perdê-los.

 

Produtividade

  • Mania de fazer reuniões - Em uma pesquisa feita pela Robert Half, 27% dos entrevistados disseram que as reuniões são a maior fonte de desperdício de tempo no trabalho. É importante reavaliar as suas reuniões e pensar duas vezes antes de programar aquela próxima reunião na segunda-feira.

 

  • Reduzir o treinamento - A recomendação é de cautela ao cortar o orçamento para o desenvolvimento dos funcionários, pois aprimorar qualificações poderá valer a pena no curto e no longo prazo. No entanto, é fundamental verificar se os treinamentos patrocinados pela empresa são eficazes e têm uma boa relação custo-benefício.

 

  • Transformar o trabalho em uma ‘missão impossível’ - As demissões e os cortes no orçamento podem significar que uma pessoa realizará as tarefas de duas, ou mesmo de três pessoas. Se este for o caso, o ideal é determinar quais deveres são críticos para a missão e focar os esforços nestas atividades. As demais tarefas devem ser delegadas ou executadas por profissionais temporários, se necessário, ou talvez seja válido adiar a execução de algumas delas. Esta adequação ajudará a evitar a sobrecarga dos funcionários ou os colocar a caminho do fracasso.

 

Inovação e capacidade de assumir riscos

  • Fazer somente as coisas seguras - As fórmulas já reconhecidas e comprovadas de fazer as coisas podem ser reconfortantes nos momentos de incerteza porque são seguras. Mas, fazer somente o que é seguro nunca fez nenhuma empresa chegar muito longe. O melhor caminho é assumir riscos calculados e explorar novas possibilidades, ou as vantagens competitivas serão perdidas rapidamente.

 

  • Reprimir o pensamento crítico - Ninguém quer fazer onda quando o barco já está navegando em águas turbulentas. Mas, as perguntas mais difíceis precisam ser feitas, particularmente diante de um clima econômico desafiador. Elas podem acabar contribuindo para encontrar uma solução.

 

Fortalecendo os negócios

  • Não considerar os efeitos da economia sobre os clientes - Os momentos de incerteza econômica podem ser tanto um bloqueio quanto um impulso para as empresas. Pesquisar e compreender as ideias dos clientes sobre o que percebem como valor agregado poderá ajudar as empresas a adaptar melhor seus produtos e serviços aos novos tempos.

 

  • Sacrificar a qualidade - Quando as pessoas estão ocupadas é mais provável que erros ocorram. É essencial não deixar que a qualidade seja afetada porque seus funcionários estão cheios de tarefas. Você criará um padrão inferior de qualidade que será difícil de reverter quando a situação voltar ao normal. Quando surgir um problema, dedique um tempo para identificar sua fonte e corrigi-lo.

 

Sobre a Robert Half

A Robert Half é a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil, selecionando profissionais temporários e permanentes nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, RH, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Ao todo são 340 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania. A Robert Half foi eleita “A Empresa Mais Admirada do Mundo”, na categoria prestadora de serviço, de acordo com pesquisa 2015 da Revista Fortune. Há 16 anos, a empresa está presente em um dos mais importantes rankings do mundo.

 

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