Pesquisa revela que 90% das empresas possuem perfis de liderança

20 de abril 2012

 

Levantamento da Robert Half mostra que líderes devem inspirar os outros; principal defeito é o desequilíbrio emocional
 

São Paulo, abril de 2012 – Nove em dez empresas brasileiras possuem profissionais com perfil de liderança, segundo pesquisa elaborada pela Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado. O levantamento com cerca de 300 presidentes, superintendentes, diretores e gerentes de empresas, de médio e grande porte, em todo o país, mostra, no entanto, que apesar da identificação de perfis de liderança, 64,2% disseram que suas empresas não têm programas sistemáticos para identificar líderes.

William Monteath, diretor de operações da Robert Half no Rio de Janeiro, explica a contradição dos números. “Em geral, a maior parte dos entrevistados, apesar de enxergar profissionais com qualidades de líderes, não observa que a empresa tenha mesma percepção ou trate esses talentos de forma diferenciada”, diz.

De acordo com a pesquisa, as três principais qualidades de um bom líder são inspirar outras pessoas (com 43,4% das indicações), ter ética (42%) e ser capaz de tomar decisões (38,9%). “O verdadeiro líder é admirado pelos colegas, pois é aquele profissional que mostra o caminho sem se impor, de forma natural”, comenta Monteath. Por outro lado, a pesquisa aponta o desequilíbrio emocional (26,4%), a arrogância (19,3%) e a centralização (16,4%) como os maiores defeitos de um líder.

A pesquisa ainda revela que para 49,5% dos entrevistados o principal resultado prático de ter pessoas com qualidade de líderes na equipe é o aumento da produtividade, seguido pela retenção de talentos (25,4%). “O líder contribui para o bom clima organizacional, motiva os subordinados, além de ser o responsável por transmitir os valores da organização, consequentemente influencia tanto em resultados da equipe como na retenção dos subordinados”, aponta Monteath. As três principais ferramentas para desenvolver as habilidades, segundo os entrevistados, são coaching (73,2%), oferecer desafios (62,2%) e integração de subordinados com os gestores (43,3%).

Para Monteath, o mercado aquecido tem gerado um efeito preocupante no Brasil. “O mercado obriga as empresas a promoverem os profissionais precocemente, sendo alçados a cargos de gestão sem ter o devido preparo”, alerta o executivo.

 

 

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