Pesquisa: Funcionários compartilham opiniões sobre o local de trabalho hoje e no pós-pandemia

Nova pesquisa da Robert Half revela como os colaboradores brasileiros se sentem sobre o trabalho remoto e o futuro do trabalho

 - 86% dos trabalhadores gostariam de trabalhar remotamente com mais frequência quando as restrições de permanecer em casa forem flexibilizadas

- 49% dos profissionais de escritório que fizeram a transição para o trabalho remoto dizem que têm melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal sem o deslocamento diário

- 64% dos funcionários dizem que vão repensar o ‘aperto de mãos’ nos negócios no futuro

São Paulo, maio de 2020 - Como os funcionários de escritório e empresas têm se mantido firmes durante a crise do novo Coronavírus? E como eles sentem que a vida profissional mudará quando os locais de trabalho reabrirem? Para descobrir isso, a Robert Half, a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo, entrevistou mais de 800 profissionais no Brasil sobre o trabalho remoto e o futuro do trabalho.

"Nossas vidas mudaram como resultado da COVID-19, incluindo onde, como e quando trabalhamos", diz Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. E complementa: "Quando as empresas abrirem suas portas novamente, os negócios serão diferentes. Os empregadores e suas equipes têm demonstrado bastante habilidade em operar a partir de diferentes localidades. Por isso, haverá lições importantes aprendidas que guiarão a relação de trabalho no futuro”.

O lado positivo da pandemia

Dentre os entrevistados na pesquisa, 78% disseram que estão trabalhando em casa. Eles foram questionados sobre: ‘Qual dos seguintes sentimentos positivos você sentiu em relação ao seu trabalho nas últimas semanas?’. E as principais respostas foram*:

Sei que é possível realizar o meu trabalho em casa

67%

Meu equilíbrio entre trabalho e vida pessoal melhorou por não haver necessidade de deslocamento

49%

Estou mais confortável usando tecnologia

25%

Eu me aproximei dos colegas

10%

Eu me aproximei do meu chefe

9%

*Respostas múltiplas foram permitidas.

Apesar de todos os sentimentos positivos, 52% acreditam que estão trabalhando mais horas em casa do que antes. Apenas uma minoria (15%) disse estar trabalhando menos horas no home office.

Planejamento de carreira

Os profissionais também foram questionados sobre o quanto estão preocupados com a possibilidade de perderem o emprego atual como resultado da pandemia da COVID-19. Os resultados mostraram que 74% deles estão preocupados com a perda de seus empregos, sendo que 28% estão 'muito preocupados' e 46% estão 'um pouco preocupados'.

Eles também foram questionados em relação a: ‘Você está reavaliando suas prioridades de carreira como resultado da pandemia COVID-19?’. E os resultados foram:

Sim, estou reavaliando meu equilíbrio entre vida profissional e pessoal e considerando possíveis novas opções de carreira

35%

Não, estou feliz com minha carreira atual

26%

Como os impactos da pandemia são contínuos, as condições econômicas podem me impedir de mudar de carreira (mesmo que eu queira)

20%

Sim, estou ativamente procurando uma nova carreira / cargo

19%

Embora as implicações dos resultados não sejam conhecidas por algum tempo, os resultados acima indicam que a pandemia está fazendo com que muitos trabalhadores parem e reavaliem seus planos e aspirações futuras de carreira.

Considerações sobre retornar ao escritório

De acordo com a pesquisa, os profissionais brasileiros esperam mudanças no local de trabalho:

  • 86% gostariam de trabalhar remotamente com mais frequência do que antes da pandemia. Ao mesmo tempo, 45% acreditam que será mais difícil construir relacionamentos fortes com colegas se as equipes não estiverem no mesmo prédio.
  • 53% dos profissionais se preocupam em estar muito próximos dos colegas no retorno aos escritórios.

Protocolo de negócios em um mundo pós-pandemia

À medida que começa a se planejar uma flexibilização do isolamento social, haverá mudança, também, no comportamento dos colaboradores. Segundo os profissionais entrevistados:

  • 77% planejam agendar menos reuniões presenciais.
  • 64% vão repensar o ‘aperto de mãos’ nas relações de negócios.
  • 62% vão reconsiderar participar de eventos de negócios.
  • Quase 6 em cada 10 profissionais passarão menos tempo em áreas comuns do escritório (58%) e 52% vão reconsiderar viajar a negócios.
  • 72% acham que haverá menos atividades sociais e de engajamento dos times no formato presencial.

Os funcionários esperam que a empresa se adapte ao novo normal. Com essa premissa, eles foram questionados sobre: ‘Como resultado da pandemia da COVID-19, qual das seguintes medidas você acha que a sua empresa precisa tomar?’. E as respostas foram*: 

Permitir que os funcionários trabalhem em casa com mais frequência

91%

Realizar menos reuniões e treinamentos presenciais

72%

Ter melhores procedimentos de limpeza

69%

Exigir que os funcionários usem máscaras

60%

Horários escalonados de trabalho para os funcionários

60%

Alterar o layout do escritório

51%

*Várias respostas foram permitidas.

"Isso nos revela que todas as funções do escritório podem mudar como resultado de lições que estamos aprendendo enquanto lidamos com a COVID-19. O local de trabalho físico poderá até se tornar a alternativa, enquanto o home office vira a primeira opção. Nesse cenário, os colaboradores podem acabar indo ao escritório apenas para reuniões importantes com executivos e fornecedores, por exemplo. Por enquanto, a principal preocupação para empresários e gestores é a reabertura. O cronograma e o escopo para o retorno dos funcionários podem variar drasticamente de uma empresa para outra. Cada empresa e cada indivíduo retornará quando considerar apropriado e seguro. Talvez o melhor presente que um gestor pode dar a seus funcionários nas próximas semanas seja deixar claro que ele não espera que eles retornem até que estejam prontos. A ideia é aumentar a motivação e promover a lealdade”, finaliza Mantovani.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa online foi desenvolvida pela Robert Half de 4 a 21 de maio de 2020. Inclui respostas de mais de 800 trabalhadores com 18 anos ou mais, normalmente empregados nos escritórios brasileiros.

Sobre a Robert Half

É a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais temporários e permanentes nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Ao todo são mais de 300 escritórios na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania. Em 2020, a Robert Half foi novamente considerada pela Fortune uma das empresas mais admiradas do mundo.  A Robert Half integra também o Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg, graças ao seu compromisso em promover a igualdade e proporcionar uma cultura que apoia a diversidade. Acesse https://www.roberthalf.com.br/

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