Período sabático é raridade no mercado brasileiro, aponta Robert Half

7 de março 2012

 

Apenas 8,4 % da empresas concedem o benefício, segundo levantamento da líder mundial em recrutamento especializado 
 

São Paulo, março de 2012 – A cultura de conceder o período sabático para os colaboradores ainda não se firmou com uma prática comum no mercado brasileiro. Apenas 8,4% das empresas oferecem e 73,3% não oferecem o benefício, segundo levantamento realizado pela Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado, com 900 executivos de média e alta gerência. O índice de desconhecimento sobre a prática do benefício também é alta: 18,2% dos entrevistados sequer sabem se a empresa oferece.

Na avaliação de William Monteath, diretor de operações da Robert Half no Rio de Janeiro, o resultado do estudo mostra que há um paradoxo entre o discurso e prática do benefício do período sabático. “Esta prática não é muito difundida por aqui e, infelizmente, pouca evolução se viu em relação a isso. Existe muita insegurança do próprio profissional de tirar esse período por medo de perder seu cargo, de ser visto como pouco comprometido ou ficar, de alguma forma, defasado em relação aos colegas”, revela. A pesquisa aponta, no entanto, que 70,1 % dos entrevistados dizem que concederiam o benefício (no mínimo, seis meses) a membros de sua equipe e 86% gostariam de desfrutá-lo.

Para Monteath, uma importante justificativa para o período sabático não ter “pegado” é a grande preocupação dos profissionais com o prejuízo à produtividade da empresa e com a limitação de recursos das equipes no Brasil e em outros países da América Latina, por exemplo. “Nos Estados Unidos e na Europa, que são mercados mais maduros, a visão é de longo prazo, enquanto no Brasil, ainda é de curto”, aponta.

Entre os benefícios de se tirar um período sabático, aproveitar a oportunidade para qualificação profissional é apontado com a principal vantagem por 73% dos executivos entrevistados, seguido por “oportunidade de desenvolver projetos pessoais” (66,7%) e “tempo de autoconhecimento” (48,6%). Por outro, lado, 57,1% identificam “o risco de perder o cargo” como a principal desvantagem, seguido por “ser visto pelos colegas como falta de comprometimento com a equipe” (52,3%).

Sobre a Robert Half
A Robert Half é a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera sete divisões no Brasil, selecionando executivos de finanças, contabilidade, mercado financeiro, engenharia, tecnologia, jurídico, marketing e vendas. A Robert Half tem mais de 340 escritórios presentes nos EUA e Canadá, Europa, Ásia, América Latina e Oceania.

 

 

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