Novos negócios e pré-sal garantem otimismo de 77,8% das empresas de petróleo e gás

14 de setembro 2012

Levantamento da Robert Half mostra que a escassez de mão de obra qualificada é principal desafio do setor

São Paulo, setembro de 2012 – O mercado de Petróleo e Gás é a “menina dos olhos” da economia brasileira. Não por acaso, 77,8% das empresas do segmento estão ao menos otimistas com relação às suas perspectivas no Brasil, de acordo com levantamento da Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado. O principal motivo de tanto otimismo é o horizonte de novos negócios para 55,6% dos entrevistados, seguido pelo Pré-sal (25,9%) e o momento da economia brasileira (11,1%). “O cenário é bastante positivo”, comenta Fabio Porto d’Ave, gerente da divisão de Engenharia Petróleo e Gás da Robert Half. “Diferente de outros setores, os projetos na área de Petróleo e Gás são de longa maturação e por isso há ainda investimentos a serem feitos no longo prazo e potencial de crescimento”, completa.

O principal desafio levantado para que o otimismo se concretize, segundo 44,4% das empresas, é a escassez de mão de obra qualificada no setor; seguido por carga tributária elevada e incertezas com relação à economia global. A falta de profissionais experientes no setor/função já é atualmente o principal desafio com relação às pessoas da equipe/empresa para um em cada três entrevistados. Salários inflacionados e a alta rotatividade profissional aparecem como segundo motivo.

A escassez de talentos deve continuar a incomodar as empresas do setor. Para 47,4% dos entrevistados, em 2013, a dificuldade para contratar aumentará. Apesar do desafio em compor os quadros, 29,7% das empresas pesquisadas contratará mais em 2013 em comparação ao realizado em 2012. Outros 48,1% manterão os ritmos de contratações.

A estratégia usada para compensar a oferta insuficiente de profissionais segundo 37,5% dos participantes é a busca por profissionais na concorrência enquanto 20,8% apostam em investimentos em programas de formação de talentos. Contratar estrangeiros é a terceira opção empatada com a alternativa de busca de talentos em outros setores (12,5%). “Ainda existe no setor pouca oxigenação. Quando se pensa em alternativas de longo prazo será importante o crescimento dos investimentos tanto na formação de talentos como na busca de profissionais de outros setores, caso contrário as empresa terão muita dificuldade de compor os quadros e a inflação salarial será constante”, avalia Porto d’Ave.

Quando questionados sobre o perfil de profissional mais difícil de encontrar, 36% dos pesquisados apontam experiência na área, seguido por inglês fluente (24%) e capacidade de trabalhar em equipe (16%). De acordo com o levantamento, 36% das empresam destacam a área de operações como a mais demandada, seguido por elaboração de projetos e vendas (16%) e manutenção (12%)

Salários e benefícios

Para 72% dos entrevistados, o Brasil já possui uma política de benefícios para empregados do setor compatível com o mercado global. Os benefícios apontados como os mais eficientes para atrair e reter talentos são: bônus (66,7%), participação nos lucros e previdência privada (54,2%), plano de saúde (41,7%) e carro corporativo (33,3%).

Entre as formas de remuneração mais utilizadas para atração e retenção, bônus aparece como a principal ferramenta para 45,8% dos profissionais, seguido por participação nos lucros e investimento em previdência (37,5%) e salário acima da média do mercado (29,2%).

Ainda com relação à remuneração, em comparação com 12 meses atrás, 41,6% dos entrevistados estão mais dispostos a negociar salários com ótimos candidatos na hora da proposta. No entanto, outros 45,8% dizem não ter alterado o comportamento nas negociações salariais. De acordo com 70,8% dos entrevistados é pelo menos um pouco comum perder um candidato ou funcionário por não ter atendido às expectativas de salário, sendo 8,3% muito comum e 29,2% apenas comum.

Cinco em dez profissionais apontam que os salários médios em suas empresas cresceram de 10% a 15% em relação ao ano passado. Outros 33,3% apontam que o crescimento dos salários foi em linha com a inflação. O incremento salarial foi maior entre os especialistas, segundo 29,2% dos pesquisados, seguido por supervisores/coordenadores (20,8%).

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