Menos oportunidade de crescimento na carreira e falta de respeito com mulheres são empecilhos para igualdade de gêneros

15 de março 2016

Conclusões fazem parte de levantamento realizado pela Robert Half com cerca de 300 profissionais brasileiras

O caminho para igualdade dos gêneros no mercado de trabalho ainda é longo. O levantamento Mulheres e o Mundo Corporativo realizado pela Robert Half com cerca de 300 profissionais brasileiras mostra que a distância está presente não só na questão de equiparação salarial, mas, principalmente, nas oportunidades de crescimento, desenvolvimento e respeito pelas mulheres.

Topo distante

Na opinião de 49% das profissionais entrevistadas, menos de 5% das posições de liderança são ocupadas por mulheres em suas empresas. Mesmo com os avanços nos programas de treinamento e capacitação das empresas, 87% afirmam que suas companhias não têm programa de desenvolvimento de liderança para mulheres.

As diferenças entre gêneros também vêm à tona com relação as chances de crescimento profissional dentro da empresa. Segundo 51% das profissionais, as oportunidades entre homens e mulheres são desiguais. Além disso, 64% já receberam ou sabem de mulheres que receberam salários menores para desempenhar a mesma função de um homem.

Despreparo masculino

A pesquisa mostra que, segundo 83% das pesquisadas, as empresas não preparam os homens para lidar com as mulheres no ambiente de trabalho. Outros dados apresentam as implicações no âmbito dos relacionamentos entre os gêneros:  66% já sofreram discriminação no trabalho, 60% já ouviram comentários preconceituosos e 47% já tiveram suas habilidades questionadas em momentos de crise.

Comentários maldosos nos corredores

A pesquisa registrou ainda algumas das frases comuns ouvidas nos corredores corporativos. Alguns exemplos abaixo:

“Está na TPM”
“Se arrume porque a reunião é com o diretor”
“Esse cargo é só para homens”
“Você tem marido e não precisa ganhar mais”
“Gosto de trabalhar com você porque trabalha feito homem”

Mais licença, por favor

Embora haja o incentivo por parte do governo para a estender o prazo da licença maternidade para seis meses, a maioria das empresas ainda não adotou a prática e para 67% das profissionais que responderam à pesquisa, a ausência pós-parto é de quatro meses. Com relação ao retorno ao trabalho, 53% afirmam que após a licença maternidade a funcionária retorna integralmente para sua função. Mas ainda há 27% que encontram dificuldades no retorno e mesmo casos em que a funcionária é desligada após o período de estabilidade.

Múltiplas jornadas

Seja com jornada única, dupla ou tripla, para a maioria das mulheres (65%) é possível equilibrar a vida pessoal e profissional. Esse resultado pode ser atribuído à própria disciplina pessoal, aos avanços da tecnologia que permitem mais agilidade na execução das tarefas e também às políticas de qualidade de vida já presentes em boa parte das empresas.

 

Dados do levantamento

O levantamento Mulheres e o Mundo Corporativo foi realizada em fevereiro de 2016 com cerca de 300 profissionais de diversos setores da economia e regiões do país.

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