Escassez de habilidades comportamentais é principal barreira para sucessão de CFOs

17 de outubro 2013

São Paulo, agosto de 2013 – Mais de um terço dos CFOs (Chief Financial Officers) brasileiros ainda não identificaram o sucessor para o cargo caso fosse necessário deixar o posto repentinamente, de acordo com levantamento da Robert Half com 2525 diretores financeiros de 17 países.  A principal dificuldade, segundo 49% dos participantes, é a falta de talento interno – o maior número entre os países, sendo que a média mundial foi de 34%.

“Nos últimos dois anos, houve um aumento de expansão no mercado como um todo. Agora, as empresas estão olhando mais para dentro, para áreas de suporte como a contábil, em busca de mais rentabilidade”, explica Fábio Saad,  gerente sênior das divisões de Finanças e Contabilidade e Mercado Financeiro da Robert Half.

Segundo a pesquisa, habilidades de liderança (49%) e visão estratégica de negócios (40%) são os aspectos mais valorizados pelos diretores financeiros para posições de liderança, além das qualificações técnicas.  Para Saad, os atributos são também os mais difíceis de encontrar nos profissionais do setor. “Existe uma carência do ponto de vista comportamental. O contador, por exemplo, tem uma formação muito técnica, geralmente é uma pessoa mais reservada e que não tem uma visão global de gestão”, diz.

Para os CFOs brasileiros, as ferramentas que mais podem contribuir para a formação desses profissionais são os programas de coaching e mentoring (29%) seguido de treinamento interno (27%) e treinamento externo (21%).

 

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