Empresas brasileiras adotam contratação de executivos temporários

2 de dezembro 2013

São Paulo, 25 de outubro de 2013 – A contratação de profissionais temporários já faz parte da realidade do mercado de trabalho brasileiro não apenas para as tradicionais datas sazonais como Natal e Dia das Mães, mas também para projetos estratégicos em cargos de média e alta gerência.  É o que apontam pesquisas da Robert Half com diretores de Recursos Humanos e candidatos.

Em levantamento realizado com 132 diretores de RH, 74% deles responderam que já utilizaram mão de obra temporária executiva em suas companhias, e mais da metade afirmou ter contratado esses profissionais há menos de um ano. Um dos principais motivos para o aumento na demanda por esse tipo de contratação é a instalação de multinacionais no País. “A contratação por prazo determinado é algo muito comum em mercados mais maduros, como o europeu. E quando essas empresas chegam por aqui, seus gestores trazem as boas práticas globais para as operações locais”, afirma Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half no Brasil.

O modelo de contratação temporária propicia às organizações o benefício de contar com profissionais de média e alta gerência altamente especializados para períodos de picos de carga de trabalho ou para a realização de projetos pontuais. Segundo os entrevistados, os executivos temporários foram alocados para projetos ou eventos específicos (71%), implementação de sistemas (41,3%) e falta de orçamento aprovado para novas contratações (26,1%). “Muitas empresas tentam reduzir sua folha de pagamento e poder completar sua equipe com executivos experientes e sem um custo elevado mensal tem sido uma das alternativas”, ressalta Mantovani.

Profissionais estão mais abertos a projetos temporários

Outro levantamento da Robert Half, realizado com 162 candidatos, aponta que 73% dos profissionais já trabalharam em algum projeto temporário e 65% responderam que aceitariam uma oportunidade nesse modelo. Entre os profissionais participantes, 33% trocariam um emprego fixo para atuar em um projeto temporário e 80% acreditam que esse tipo de oportunidade pode agregar qualidade a seus currículos.

Um dos dados apontados pela pesquisa é que muitos profissionais ainda desconhecem a existência no Brasil de uma legislação específica para esse tipo de trabalho. “As leis para trabalhadores temporários existem e são iguais às aplicadas no regime CLT, com benefícios e direitos”, conclui Mantovani. Para o diretor de operações da Robert Half, é comum a efetivação de temporários por conta da dificuldade de encontrar profissionais qualificados no mercado.

Outro dado favorável ao modelo de contratação temporário é que as equipes permanentes brasileiras são as que melhor recebem esses profissionais. A pesquisa global da Robert Half, realizada com 1.775 diretores de RH de 13 nacionalidades, mostrou que para 30% dos brasileiros participantes os temporários são vistos de forma muito positiva pelo time de suas companhias, enquanto a média global ficou em 14%.

 

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