Brasil é o segundo país mais preocupado em perder melhores talentos

26 de abril 2012

Levantamento da Robert Half revela que 50% dos brasileiros vê pacote de remuneração como causa da saída de profissionais

São Paulo, abril de 2012 – Os executivos brasileiros estão em segundo lugar no ranking dos mais preocupados em perder os melhores talentos para outras empresas no próximo ano, de acordo com pesquisa da Robert Half, com 1.876 diretores de Recursos Humanos. Segundo o levantamento da líder mundial em recrutamento especializado, 28% dos entrevistados brasileiros estão muito preocupados com a saída de seus melhores profissionais e outros 53% estão pelo menos um pouco preocupados. Os franceses aparecem no topo da lista com 29% dos pesquisados muito preocupados.

Um executivo brasileiro em cada dois entrevistados aposta que um pacote de remuneração mais atrativo é a principal razão para a saída dos profissionais para outras empresas. O segundo motivo (33%) é a oportunidade de avanços na carreira. A terceira razão, apenas 6% dos executivos, é qualidade de vida. No Chile, por exemplo, essa é a principal razão para a perda de colaboradores segundo 33% dos pesquisados naquele país.

De acordo com a pesquisa, sete em cada dez executivos brasileiros de Recursos Humanos devem concentra os esforços em oferecer treinamento e cursos subsidiados para atração e retenção dos talentos. A segunda ferramenta mais importante, para 53% dos profissionais, é plano de saúde ou seguro de vida, seguido por vale transporte (52%). Em contraponto, na Alemanha, por exemplo, a ferramenta mais escolhida (41%) para reter e atrair profissionais é a proposta de horários flexíveis.

Dos 17 países pesquisados, o Brasil é o quarto em que promoções sem aumentos salariais são menos frequentes. Para 52% dos entrevistados brasileiros, as empresas onde trabalham nunca realizaram uma promoção sem aumento salarial. Outros 47%, pelo menos com alguma frequência, afirmam ser uma prática comum. A principal razão para a promoção sem valorização salarial, no Brasil, segundo a pesquisa, é de que primeiro é necessário um período de experiência na nova função para depois, sim, aumentar a remuneração.

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