Entrevistas

Integrar pessoas ao negócio é o novo papel do RH
 

Giusepe GiorgiO profissional da área de gestão de pessoas evoluiu. As mudanças na forma de atuar das empresas e nas demandas do mercado nos últimos anos promoveram a evolução do RH, antes ligado à legislação e ao cumprimento de regras, para um setor interessado em encontrar talentos, desenvolver pessoas e alavancar mudanças no negócio.

Hoje, o profissional de RH não pode ficar esperando as necessidades chegarem. É preciso ser mais proativo e móvel, ir atrás das realizações e não esperar que elas aconteçam, afirma Giusepe Giorgi, diretor de RH da Magneti Marelli para a América Latina, empresa que atua no segmento de sistemas automotivos. Há 21 anos no mercado de Recursos Humanos, Giorgi acompanhou a evolução do setor e acredita que nunca a gestão de pessoas esteve tão próxima do objetivo principal das empresas como agora.

Giorgi acredita que é preciso um exercício constante para ver até que ponto as metas das empresas se conciliam com as das pessoas e quais objetivos são considerados investimentos e não gastos. Segundo ele, o negócio tende a tratar pessoas como recurso adicional contrata o mínimo necessário gastando pouco. Já a gestão de pessoas prega que elas são recursos necessários e que têm aspirações, sonhos, necessidades, e é dentro desse pensamento que as empresas precisam trabalhar. Promover a qualidade de vida das pessoas dentro de um ambiente empresarial que visa maximização de resultados e redução de custos é nosso grande objetivo, explica.

Outra mudança notada pelo diretor de RH é a crescente redução das especializações dentro da área. Para ele, cargos como gerentes de salários, de treinamento, de benefícios, de administração de pessoal, são mais raros todas essas antigas funções especializadas hoje têm que fazer parte do rol de competências de um único profissional. Por este motivo, as áreas de Recursos Humanos tendem a procurar consultorias de recrutamento para encontrar talentos. Estar perto das pessoas exige que você se afaste de funções burocráticas, como ler currículos e e-mails e fazer triagens. Uma consultoria especializada como a Robert Half pode fazer bem esse trabalho, cabendo ao gestor de RH analisar os melhores candidatos previamente selecionados dentro de um perfil estabelecido, diz.

O resultado, na opinião de Giorgi, não poderia ser melhor. Nos tornamos mais ágeis para atingir as demandas por profissionais. E, por outro lado, acabo utilizando o tempo do pessoal de RH para o que interessa: gestão de pessoas, completa. Olho: É preciso um exercício constante para ver até que ponto as metas das empresas se conciliam com as das pessoas e quais objetivos são considerados investimentos e não gastos.

 

 

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