Você é hands-on?

Por Juliana Porto

A maioria dos anúncios de vagas de emprego atuais tem pelo menos uma coisa em comum: uma maior demanda por profissionais chamados de hands-on. Com os quadros nas empresas cada vez mais enxutos, a busca por quem coloca a mão na massa vem crescendo mais e mais. Respondemos algumas perguntas sobre este perfil profissional.

O  que é  um profissional hands-on?

Hands-on é aquele profissional que bota a mão na massa, faz junto e se aprofunda na atividade. Além de ter múltiplas competências, sua mente é aberta para absorver novos conhecimentos. Para se adaptar a esta necessidade, é preciso estar sempre se atualizando.

Um gestor pode ser hands-on?

Um gestor pode, sim ser hands-on, e não há nada de errado nisso. Ele é participativo e batalha junto com a equipe para chegar aos resultados. Seu perfil também costuma ser comunicativo, aberto e claro com seu time. Se precisar, ele sabe mostrar como se faz.

Por que as empresas buscam cada vez mais pessoas hands-on?

O mercado está cada vez mais focado em contenção de custo e em fazer “mais com menos”. O hands-on costuma ser dinâmico e cheio de energia. E como está sempre disposto a aprender e colocar a mão na massa, enfrenta melhor diferentes situações e necessidades da empresa.

Por que eu preciso ser hands-on?

Gente que coloca a mão na massa é muito bem vista nas empresas. Hoje, os funcionários são cobrados para além do que foi proposto nas entrevistas de emprego, ou seja, o escopo do trabalho vai além da descrição da vaga anunciada.

Como não exagerar na medida?

É preciso ter sensatez. Ser hands-on não quer dizer que você tenha que “mostrar serviço” deliberadamente. Seja prudente antes de vender uma ideia. Faça isso depois de ter observado e entendido como as pessoas trabalham, sobretudo se estiver em fase de adaptação em um emprego novo.

Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

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