A visão estratégica e o fluxo de informação corporativo

Visão estratégica

*Por Fábio Saad

Decorar nomes dos rios da bacia amazônica, a lista de presidentes da república, telefones dos amigos já foi uma atividade comum entre as pessoas que nasceram antes do surgimento da internet. Com a explosão digital essas informações e dados passam a estar facilmente disponíveis em sites de busca, nos dispositivos móveis e no armazenamento em nuvem, permitindo o acesso de documentos e arquivos de qualquer local e momento. Deixamos para trás a fase de estocagem de dados para a era do fluxo da informação.

O fluxo de informação entre funcionários

Na prática, essa quebra de paradigma, significa a chegada de profissionais, no mercado, desprendidos da obrigação e do hábito de reter a informação. O desafio para eles, que estão expostos ao bombardeamento de dados e fragmentação da atenção, é o desenvolvimento da visão estratégica acerca das informações recebidas. O exemplo mais claro é o constante estímulo das redes sociais pelo compartilhamento automático de dados, sem uma avaliação criteriosa.

A visão estratégica que o mercado procura

Diante desse cenário, será preciso que os jovens elevem o senso crítico para serem capazes de tomar decisões mais assertivas em momentos desafiadores. Não bastará o dado estar na internet para ser verídico. É preciso entender qual é a fonte da informação, quem a está replicando, quais são as intenções por trás dessa propagação e de que maneira é possível utilizá-la.

No ambiente corporativo, a era do fluxo de informações tem exigido dos profissionais visão estratégica e a capacidade de tomada de decisões ágeis e cada vez mais baseadas em dados. É importante saber identificar quais deles são de fato úteis e como realizar os cruzamentos adequados para gerar soluções efetivas para as organizações.

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A integração de membros de equipes com gerações distintas é uma maneira de as empresas lidarem com a chegada dos mais jovens e apoiar o desenvolvimento do senso crítico desses profissionais. Esse ambiente misto permite a troca de experiências e aprendizados complementares entre os mais novos e aqueles que carregam na bagagem diferentes ciclos do mercado de trabalho. Tudo dentro de um fluxo saudável de “troca” e sem imposição de nenhuma das partes.

Dentro desse contexto, sai do foco o profissional altamente técnico para dar espaço àquele capaz de usar a informação com criatividade e habilidade para propor soluções eficientes, convencer um grande número de pessoas e manter bons relacionamentos com equipes multifuncionais, sempre em prol da transformação. Daí vem a crescente valorização do profissional intraempreendedor, que preza a posição de colaborador, sem ignorar seu espírito inovador.

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O profissional que não se reinventa e que não busca desenvolver uma visão estratégica, não vai conseguir sobreviver no mercado de trabalho. Entre as empresas, as detentoras de talentos, com capacidade para lidar com o fluxo de informações, senso crítico e agilidade na tomada de decisões serão as mais preparadas para o atual cenário competitivo.

Fábio Saad é gerente sênior da Robert Half Brasil.

Este artigo foi publicado em primeira mão no site da ComputerWorld

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