Tendências de Recrutamento

Por Robert Half 3 de outubro de 2018

Encontrar e reter talentos têm sido desafios importantes para boa parte dos recrutadores das empresas. E as dificuldades, segundo eles, vêm aumentando ano após ano. Isso acontece muitas vezes porque o profissional considerado qualificado não está tão disponível no mercado como se pensa. De acordo com o Índice de Confiança da Robert Half, existe uma lacuna considerável entre a taxa de desemprego da população brasileira em geral e a dos profissionais mais disputados pelo mercado. Para ter acesso ao estudo completo basta clicar no botão abaixo. É gratuito.

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Esse dado, explicado anteriormente, traz um alerta aos recrutadores: é importante tomar a dianteira e acelerar os processos de contratação. Com os sinais de retomada da economia, no curto prazo os bons profissionais devem estar ainda menos disponíveis. Assim, o processo de recrutamento deve ser entendido pelas empresas como uma ação estratégica, já que a disputa por talentos fica ainda mais acirrada.

Não perca seu Plano A

Levantamento da Robert Half mostra que os candidatos em busca de uma recolocação ou movimentação não veem com bons olhos os processos de recrutamento muito longos. Segundo a pesquisa, a demora no retorno sobre uma vaga (58,1%); várias rodadas de entrevista com o mesmo gestor (48,6%); e a falta de comunicação sobre todas as etapas do processo (48,2%) estão entre as principais frustrações dos candidatos, que afirmam que não recomendariam uma empresa com falhas no processo de seleção como possível empregadora. Segundo os dados, 84% dos profissionais brasileiros entrevistados já aceitaram uma segunda opção de oportunidade de trabalho porque o empregador de sua preferência demorou muito para entrar em contato. Na média global, esse índice cai para 68%.

O processo de recrutamento de uma empresa precisa levar em conta as expectativas do atual perfil de candidatos. A recomendação é que as organizações revisem seus processos de seleção, prioritariamente para posições estratégicas, entendendo que simplificar não quer dizer pular etapas (ver página 62 do Índice de Confiança Robert Half).

Dentro de casa

Em momentos em que encontrar bons profissionais está difícil, as empresas não podem se dar ao luxo de perder seus talentos. É hora de olhar para dentro de casa e analisar quem são os profissionais-chave em sua estrutura e na linha de sucessão. O momento é de alinhar as perspectivas de carreira do curto e médio prazos e focar na retenção.

Com o aumento da competição por talentos, o risco desses profissionais serem abordados de maneira mais agressiva pelo mercado aumenta. Lembre-se: ser proativo na retenção de pessoas é muito mais interessante e muito mais produtivo do que a atitude reativa e desaconselhável da contraproposta.

Benefícios não financeiros: o segredo para reter talentos

Nossa pesquisa mostra que, na tentativa de preservar bons colaboradores, algumas iniciativas têm sido utilizadas pelas companhias, como mais oportunidades de treinamento e desenvolvimento, horários flexíveis, possibilidade de trabalho remoto etc. Benefícios como esses, conhecidos como não financeiros, chamam a atenção dos colaboradores, que estão de olho em crescimento profissional, mas não abrem mão da qualidade de vida. O equilíbrio entre vida profissional e pessoal, inclusive, tem sido ponto de bastante discussão em muitas empresas que já perceberam que trabalhadores felizes produzem mais e entregam melhores resultados. É uma via de mão dupla.

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