Qual a relação entre home office e qualidade de vida?

Por Robert Half on 20 de abril de 2021

O home office é o modelo de atividade profissional que ganhou espaço com a pandemia e a necessidade de isolamento social. O que era apenas uma previsão para o futuro do trabalho, hoje, é uma realidade para muitas pessoas no Brasil e no mundo. Segundo uma pesquisa da Robert Half, feita em fevereiro de 2021, 76% dos 387 profissionais entrevistados passaram a trabalhar remotamente.

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Essa adaptação acelerou o processo de evolução do modelo de negócio e mostrou diversos pontos positivos e negativos dessa mudança. Entre eles, a relação entre o home office e a qualidade de vida dos colaboradores. Ter profissionais satisfeitos com suas atividades, valorizados e motivados tem um papel importante na produtividade da empresa. Por isso, é tão importante falar sobre esse tema.

Sendo assim, preparamos este artigo para mostrar a relação entre home office e qualidade de vida. Confira!

Rotina no ambiente de trabalho

Diferentemente de ir até a empresa, a rotina no ambiente de trabalho remoto pode ser mais dinâmica ou complicada, o que depende de vários fatores. Na pesquisa da Robert Half, os pontos negativos no cotidiano profissional para os entrevistados são: espaço físico inadequado para o trabalho (10%) e falta de contato próximo com a equipe e os gestores (16%).

Com base na pesquisa, podemos concluir que a comunicação e um espaço dedicado para o trabalho fazem falta na rotina de atividades para alguns profissionais. Em contrapartida, 11% concorda que há redução da pressão vivida no ambiente físico de trabalho e 42% diz que há a diminuição do estresse por conta da ausência do deslocamento.

Interferência da família no trabalho

Com a necessidade do isolamento, não só os empregos tiveram que migrar para o modelo remoto, mas as escolas também. Por isso, ter a família toda em casa tem seus pontos positivos e negativos. Como é uma situação nova para algumas pessoas, é comum que as crianças pensem que, pelos pais estarem em casa, eles não trabalham. Nesse caso, a disciplina e a organização da rotina é fundamental para conseguir separar as situações.

No entanto, para 29% dos entrevistados na pesquisa da Robert Half, o trabalho remoto é um modelo positivo porque proporciona mais tempo com a família e apenas 3% acha um problema compartilhar o espaço com os parentes próximos. Ou seja, os familiares têm um papel importante na relação entre home office e qualidade de vida.

Foco e produtividade

Com a falta do ambiente da empresa e a interferência da família, o foco e a produtividade podem ser afetados no home office. No entanto, não são os únicos problemas que podem prejudicar o trabalho. A empresa também precisa se empenhar em fazer a integração e a gestão de equipes remotas, além de promover a colaboração online para engajar os contratados. Portanto, com esses pontos bem estabelecidos, os colaboradores conseguem manter a qualidade das funções (ou fazer melhor) que na empresa.

Flexibilidade de horários

No trabalho remoto, é normal que o expediente permaneça no horário comercial, de forma que os colaboradores consigam se comunicar com parceiros, clientes, equipe e fornecedores. Contudo, algumas empresas prezam apenas pela entrega do serviço. Assim, o funcionário pode flexibilizar a agenda para cumprir as metas propostas pelo seu chefe.

Com isso, também é possível estender ou reduzir as jornadas para garantir essas entregas. Assim, os colaboradores podem conciliar atividades que melhorem a qualidade de vida (consultas médicas, prática de exercícios físicos, cursos etc.) e, consequentemente, serem mais eficientes no trabalho.

Uma pesquisa da Universidade de Stanford provou que colaboradores realmente dedicam seu tempo para cumprir as tarefas no trabalho remoto. Esses contratados têm mais facilidade para se concentrar, entram em menos conflitos que no ambiente físico da empresa e têm um menor custo-benefício para a organização. Diferentemente das pessoas que se deslocam até o escritório todos os dias.

Saúde e segurança

Na pesquisa realizada pela Robert Half, feita após 1 ano de pandemia, 32% dos profissionais falam que o home office tem um impacto negativo na saúde mental, o que provavelmente é explicado pela necessidade de isolamento durante a crise do coronavírus. No entanto, os principais benefícios em relação ao home office e a qualidade de vida são a saúde e a segurança.

A seguir, veja as vantagens do modelo remoto para o bem-estar dos colaboradores.

Alimentação mais saudável

Uma rotina de trabalho intensa no ambiente corporativo pode afetar a alimentação. A flexibilidade de horário no home office dá a liberdade para o preparo das refeições com mais atenção, além de possibilitar pequenos lanches durante o expediente. A pesquisa da CoSo Cloud, feita com 353 usuários da Internet dos Estados Unidos, revela que 42% dos entrevistados se alimentam de maneira mais saudável no trabalho remoto.

Aumento da prática de atividades físicas

Na pesquisa da Robert Half, 8% dos entrevistados diz ter mais tempo para atividades físicas. Enquanto a CoSo mostrou que 35% dos usuários de Internet fazem mais exercícios nesse modelo de negócio. A realidade é que a ausência de deslocamentos até o trabalho proporciona mais tempo para se dedicar à saúde. Sendo assim, o home office é uma grande oportunidade para separar um horário para cuidar do corpo.

Diminuição de estresse

A possibilidade de mudar o trabalho para o modelo remoto é uma grande vantagem para evitar o trânsito, um dos maiores motivos de estresse. Retomando a pesquisa da Robert Half, 42% dos profissionais diz ter o estresse reduzido pela ausência de deslocamentos. Estudos, como o da PGI, também revelam que 82% dos entrevistados relatam menos irritabilidade.

Já é possível ver que o home office é uma realidade para diversas empresas atualmente, apesar da necessidade de isolamento durante a pandemia. Para algumas áreas, essa tendência mostra que os escritórios sobrevivem muito bem por meio da colaboração online. Vale ressaltar que é muito importante o planejamento e a gestão eficiente da equipe, para ter um modelo remoto eficaz.

Portanto, na pesquisa da Robert Half, foi possível ver que o equilíbrio entre home office e qualidade de vida melhorou para 48% dos profissionais e se manteve igual para 26%. O futuro do trabalho já previa o modelo remoto mais produtivo para algumas áreas. A tendência é que os ambientes se adaptem melhor às necessidades dos colaboradores com a ajuda do meio digital.

Este artigo foi útil? Leia também o post "Futuro do Trabalho: vamos falar dele sem achismos".

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