Proteção de dados: 53% das empresas não estão preparadas para a nova lei

Por Robert Half 16 de agosto de 2019

Em agosto de 2020, empresas de todos os portes e segmentos só poderão coletar dados dos cidadãos com expresso consentimento e deverão informar a essas pessoas como as informações serão usadas. Isso se deve à Lei Geral de Proteção de Dados. A um ano da entrada em vigor da lei, porém, 34% dos gestores disseram que sua empresa não está preparada para a LGPD e 19% nem sabem do que se trata, de acordo com o Índice de Confiança Robert Half.

“Certamente, a relevância da LGPD ultrapassa a questão legal e vai se tornar um diferencial competitivo entre as organizações. A tendência é de que as pessoas prefiram manter relacionamento com empresas que lhes garantam privacidade, controle e segurança na gestão dos seus dados. Por isso, é essencial que as companhias se adequem o quanto antes para sair à frente da concorrência”, alerta Caio Arnaes, gerente sênior de Recrutamento da Robert Half.

A adequação à LGPD deve incluir a revisão de política e processos internos, a aquisição ou atualização de tecnologias, além da avaliação e complemento do time de colaboradores. Quase metade das empresas consultadas no levantamento vão contratar novos profissionais para se preparar para a LGPD. Dentre eles, 47% devem ser funcionários permanentes e 53% especialistas contratados por projeto, uma tendência no mercado de trabalho.

Demanda em Tecnologia

A adequação à nova lei vai demandar contratação, principalmente na área de Tecnologia. De acordo com outra pesquisa da Robert Half, que entrevistou 108 CIOs no Brasil, mais de 90% têm intenção de contratar para o quadro permanente ou para atuação em projetos relacionados à LGPD. Veja as habilidades que esse profissional deve ter e quais cargos devem ser ofertados:

Quais HABILIDADES são mais demandadas ao contratar profissionais encarregados da adequação à LGPD?

Habilidade

% de CIOs de concorda

Conhecimento da regulação e conformidade

53%

Pensamento estratégico

46%

Visão analítica

45%

Capacidade de gerenciar projetos

42%

Boa comunicação

38%

Atenção aos detalhes

35%

(Fonte: Pesquisa Robert Half)

 

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“Sabemos que, além do esforço imediato para adequação, a lei exige atenção contínua para manter uma cultura de conformidade e transparência na organização”, alerta Arnaes. As organizações que descumprirem as obrigações poderão ser penalizadas com advertência, multa de 2% do faturamento a R$ 50 milhões, ou suspensão de atividades.

Inspirada na lei europeia GDPR (General Data Protection Regulation), a LGPD visa agregar transparência à relação entre pessoas e empresas. “Minha recomendação é que os líderes não vejam a LGPD como mais uma burocracia a ser cumprida, mas encarem a lei como uma oportunidade de demonstrar respeito aos cidadãos com os quais se relacionam. Desta forma, poderão conquistar a fidelidade dessas pessoas”, finaliza Arnaes.

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