Profissionais transitam entre startups e empresas convencionais – e isso é saudável para o negócio e a carreira

Por Robert Half 22 de fevereiro de 2018

Por Erika Moraes

As startups, por definição, já nascem preparadas para trabalhar com as novas gerações. Além disso, inovam o tempo todo e fazem muito com poucos recursos. Só que nem sempre têm processos bem-estruturados em áreas como finanças e recursos humanos. Já as empresas convencionais têm esses processos muito bem-estruturados, mas nem sempre sabem como incluir os jovens em suas culturas e não raro sofrem para conseguir inovar de forma rápida.

Esses dois modelos de organizações têm muito a aprender umas com as outras. Uma forma de levar esse conhecimento de um lado a outro é recrutando profissionais que já estiverem “do outro lado”. Esta, aliás, é uma tendência que a Robert Half vem identificando.

Ao recrutar executivos que já passaram por empresas convencionais, as startups ganham experiência, expertise. Para o profissional que aceita a proposta também é vantajoso, porque ele terá o desafio de começar do zero para estabelecer novos processos e estruturas.

No sentido inverso, empresas convencionais podem recrutar pessoas que estão em startups. Esses profissionais chegam à empresa tradicional com a missão de levar a cultura da inovação para aquele ambiente.

De qualquer modo, ao receber uma proposta de emprego, o profissional precisa conhecer a cultura corporativa do empregador antes de aceitar a vaga.

As pessoas costumam ser atraídas para as startups pela possibilidade de inovar, construir algo e se engajar em um negócio com um propósito maior. Há alguns pontos positivos de se trabalhar em uma startup: autonomia, liberdade de construção, job rotation, aprendizado de novas áreas. Em contrapartida, as faixas salariais em algumas startups não são tão agressivas.

Tanto as empresas convencionais quanto as startups ganham com essa troca, porque ela mistura culturas, fazendo com que a inovação aconteça nos dois ambientes. Isso é positivo também para o profissional, porque ele desenvolve habilidades de adaptação, flexibilidade e enxerga novas culturas para construir sua carreira.

* Erika Moraes é especialista em recrutamento da Robert Half

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