Pesquisa revela confiança nos negócios neste momento e as prioridades de recuperação

Por Robert Half on 8 de setembro de 2020

Qual é o impacto da COVID-19 na confiança empresarial? E quais são as estratégias de recuperação que as empresas estão priorizando em resposta à pandemia? Durante o mês de julho, a Robert Half, empresa de recrutamento especializado, entrevistou mais de 1.500 executivos1 para compreender como eles estão reagindo a esse período sem precedentes de mudanças econômicas.

O impacto da COVID-19 nos negócios está longe de ser uniforme

Enquanto 42% dos entrevistados indicaram que a COVID-19 impactou negativamente a confiança nos negócios, 25% sentem que a pandemia está gerando um efeito positivo e 33% não enxergam impacto algum – evidência da variação das consequências da crise em diferentes setores. Entre os cinco países que fizeram parte da pesquisa da Robert Half, o Brasil revelou o maior grau de percepção de impacto negativo (58%), seguido pelo Reino Unido e Bélgica. Na França e na Alemanha, por outro lado, a maioria dos entrevistados indicaram que o impacto da pandemia nos negócios foi neutro.

Prioridades de recuperação pós-COVID-19

A pesquisa revelou que o atual clima econômico, a redução das oportunidades de negócios e as considerações sobre reestruturação são os fatores que mais impactam a confiança dos negócios até o final de 2020.

Muitas empresas, por outro lado, estão rapidamente desenvolvendo suas operações e produtos/serviços em resposta à “nova realidade” provocada pela pandemia. 

No Brasil, as três principais prioridades de recuperação, na visão dos Diretores de Tecnologia (CIOs), são segurança da informação e proteção de dados, redução de custos e automação, além da inovação e investimento em novas tecnologias.

Para os Diretores Financeiros (CFOs), as prioridades de recuperação incluem redução de custos, automação de processos financeiros e iniciativas de transformação digital.

Os Diretores Gerais, entretanto, estão focados no incremento da eficiência, no aumento da produtividade e na identificação de oportunidades de crescimento.

Pontos de destaque: Oportunidades estão aí

Noventa e dois por cento (92%) dos executivos entrevistados visualizam boas oportunidades geradas pela pandemia. A transformação digital está no topo, com 41% dos executivos priorizando esses esforços, entre outras mudanças positivas, como o aprimoramento das funcionalidades de e-commerce (31%), redesenho dos papéis de trabalho (29%) e adoção de novos modelos de negócios (28%).

Oportunidades

No entanto, os entrevistados também indicaram que esses avanços em inovação, induzidos pela pandemia, foram bastante desafiadores. Os executivos ressaltaram o conturbado clima dos negócios (52%), além do sentimento de sobrecarga causado por orçamentos insuficientes e/ou burocracia excessiva (48%) entre as principais barreiras que os impedem de investir ainda mais em inovação.

Barreiras

As empresas seguem contratando

Setenta e cinco por cento (75%) das empresas entrevistadas realizaram contratações e/ou integraram remotamente uma nova equipe durante a quarentena. Entrevistas por vídeo e o encurtamento dos processos de contratação foram as mudanças no processo de recrutamento mais comuns nos últimos meses. Entre as companhias que contrataram remotamente, 88% ainda planejam contratar colaboradores, em tempo integral ou temporário, até o final de dezembro.

Entre alguns dos setores que contrataram durante a pandemia e seguem recrutando profissionais estão saúde, tecnologia, e-commerce e agronegócio.

Além disso, 86% dos entrevistados indicaram que quando voltarem a contratar, seus negócios estarão mais abertos às contratações de fora de seus mercados, assim como funcionários trabalhando remotamente - evidência da importância que o home office representa para gestores e colaboradores, assim como para contratações e perspectivas de retenção de colaboradores.

A recuperação e o anseio por planos de recrutamento inteligentes e flexíveis

“Agilidade comercial, uso de novas tecnologias, planejamento efetivo e gerenciamento de riscos seguirão sendo vitais nos próximos meses para a recuperação pós-COVID-19, ressalta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. “É importante determinar quais projetos terão prioridade e conduzir uma auditoria de habilidades para verificar se os recursos disponíveis em sua equipe estão preparados e com as capacidades necessárias para atingir seus novos objetivos. As competências essenciais para o crescimento do seu negócio podem ter mudado durante a pandemia, então o momento é estratégico para repensar papéis de trabalho, aprimorar as habilidades dos atuais profissionais e/ou considerar novas combinações de funcionários permanentes ou contratados para projetos, a fim de construir um plano de recrutamento inteligente e flexível para impulsionar sua recuperação pós-COVID-19.”

 
Pesquisa da Robert Half realizada com 1.502 participantes durante julho de 2020 através de uma metodologia de coleta de dados online. Foi composta por 300 entrevistas na Bélgica, 300 no Brasil, 301 na França, 300 na Alemanha e 301 no Reino Unido. Os respondentes incluíram Diretores Gerais, Diretores Financeiros e Diretores de Informática com responsabilidades de contratação de empresas pequenas (50-249 funcionários), médias (250-499) e grandes (+500 funcionários) do setor privado, listada em bolsa e público dos cinco países.

 

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