Espere! Aonde vocês vão com tanta pressa?

Por Robert Half 9 de julho 2018

Por Fernando Mantovani

Frequentemente sou questionado com relação ao que penso sobre a geração dos millennials no mundo corporativo. São ótimos! Valorizam causas que importam, interagem muito bem com a tecnologia, aprendem e buscam informações de forma intuitiva e têm facilidade de adaptação a mudanças. Aliás, são extremamente receptivos a novidades.

O único alerta que eu faria a esse grupo de profissionais refere-se ao excesso de ansiedade e ao imediatismo. Com o aumento na expectativa de vida da população em geral, uma carreira hoje dura em torno de 40 a 50 anos. Dessa forma, é importante que esses jovens se perguntem: “Qual será meu próximo passo, se eu chegar ao topo da carreira antes dos 40 anos de idade? Meu espírito inquieto permitirá que eu fique por quanto tempo mesmo cargo? Qual será minha necessidade de continuar empreendendo? Terei espaço para isso?”

No Brasil, temos exemplos de profissionais brilhantes que chegaram a cargos de muito destaque em grandes multinacionais antes dos 40 anos de idade. Eles são exceção e não regra. Por favor, não entendam este artigo como um desmotivador de millennials. O que pretendo é orientá-los para que construam a carreira com base em um plano. E isso não tem nada a ver com autoajuda, mas sim com PLA-NE-JA-MEN-TO!

Meus conselhos:

As carreiras mudam, mas não o tempo delas 

Por mais que a nomenclatura das profissões mude e que existam diferentes tipos de carreira, você ainda terá disposição para trabalhar por um longo período da sua vida, com chances de prosperar.

Não paute o progresso pelos ponteiros do relógio 

Não fique contando os dias e as semanas para ter uma promoção ou aumento salarial. No lugar disso, faça um planejamento e alinhe seu sonho de acordo com a realidade. Um bom orientador nesse processo é o currículo de um profissional que você tenha como referência.

Execute na mesma proporção que deseja

Algo que vejo sempre em salas de entrevista são profissionais que querem muito, mas ao mesmo tempo apresentam uma distância enorme entre o querer e o fazer. Por exemplo, não é possível que você almeje um cargo executivo em uma multinacional se não iniciou um curso de inglês ontem. Em geral, as empresas não têm restrições a profissionais que fazem, mas sim àqueles que querem, mas não se movimentam na direção do desejo.

Perfil comportamental é importante, sim!

Ao almejar uma vaga, tenha muita atenção às competências comportamentais exigidas. Não ter ciência dessa questão é um dos principais motivos que eliminam candidatos de processos seletivos. Se você for um profissional tecnicamente competente dentro da sua área de atuação, se esforçar para moldar as características comportamentais e efetivamente trabalhar na concretização das tarefas, dificilmente não terá destaque na carreira.

Tenha calma

Boas coisas sempre acontecem na carreira, mas é preciso calma para identificar os melhores caminhos a seguir.

Acredite, as empresas têm mais oportunidades do que candidatos com o perfil que elas buscam, então, qualifique-se. Se essa minha afirmação fosse mentira, a Robert Half não teria razão para existir.

Pense nisso!

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half.

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