Dia mundial da saúde - como anda a saúde da sua equipe?

Por Robert Half on 8 de abril de 2022
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

A pandemia finalmente nos deu uma trégua. Pouco a pouco as empresas vão firmando o pé no modelo de retomada, que varia entre o presencial, 100% remoto e híbrido. Com essa definição, vem a necessidade de rever a cultura corporativa e, paralelamente a isso tudo, avaliar os reflexos desse período de medos, incertezas e mudanças na vida do colaborador. Algumas dessas informações foram mapeadas pelos especialistas da Robert Half durante a sondagem da 19ª edição do ICRH, que eu compartilho com você nesse artigo, aproveitando que ontem, 7 de abril, foi o Dia Mundial da Saúde.

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O equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida apresentou melhora

Na percepção de 42%[1]  dos 387 profissionais empregados, o equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida melhorou no último ano. Já 29% declaram que a sensação de desequilíbrio piorou e 28% acreditam que nada mudou no período. Apesar de a maioria se declarar satisfeita, precisamos manter atenção ao bem-estar do colaborador, seja ele mental, físico ou emocional, como medida preventiva e não apenas de remediação.

Sobrecarga é a principal queixa de quem sofreram com o desequilíbrio

Entre os que sentiram piora no desequilíbrio entre vida pessoal e profissional, 66%[2]  atribuíram a percepção a cargas de trabalho pesadas. Porém, a pesquisa também mapeou que muitos foram afetados pela pressão para obter resultados, falta de valorização, equipes reduzidas e falta de perspectiva. Com relação a esses quesitos, vale destacar o desejo dos liderados por uma gestão humanizada e do poder estratégico da contratação de profissionais temporários, inclusive para cargos de média a alta gestão, seja em picos de demanda, projetos com data para início e término ou ausências emergenciais ou programadas de profissionais-chave. Quando bem planejada, esse modelo de contratação não compromete o headcount da área, o que é ótimo para momentos mais desafiadores.  

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As organizações estão atentas ao bem-estar do colaborador, mas ainda há espaço para melhorar

Quase 70%[3]  dos profissionais entrevistados disseram que as empresas para as quais trabalham adotaram ações para garantir maior equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. Entre as iniciativas adotadas, a principal foi permitir maior flexibilidade de horários, seguida de melhor acesso aos benefícios de saúde e bem-estar e manutenção de uma comunicação regular com os colaboradores. Aliás, recomendo que as organizações revejam seus planos de atração e retenção, se possível, fazendo um mapeamento entre os desejos, as necessidades e as expectativas dos colaboradores que estão dentro de casa. Se você observar de perto, verá muitas diferenças na valorização dos benefícios pré e pós-pandemia.

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Agora, burnout é uma questão corporativa

Quase metade dos 387 recrutadores entrevistados[4]  (49%) para o ICRH acreditam que os profissionais estão mais propensos a sofrer de burnout no segundo semestre de 2022, com a carga de[5]  trabalho pesada sendo o principal fator para esse cenário. Diante dessa percepção, as companhias devem naturalmente se antecipar nas ações de mapeamento, tratamento e prevenção dessa síndrome, tendo em vista que a mente e a mão de obra de um colaborador é o principal bem do negócio. Somado a isso, é preciso lembrar que o burnout foi classificado pela OMS como um problema de saúde relacionado ao trabalho, incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Ou seja, definitivamente, é uma questão corporativa.

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Atenção aos colaboradores com filhos está no radar de algumas organizações

Todos sabemos que o home office no período da pandemia não foi desfrutado da mesma forma por todas as pessoas. Como dizem por aí, estávamos na mesma tempestade, mas cada um tentava comandar um barco diferente. Algumas organizações mais maduras se mantiveram atentas a essas peculiaridades. Por exemplo, na busca por oferecer maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, 20%[6]  dos recrutadores entrevistados declararam que suas organizações ofereceram mais apoio aos pais e mães que trabalham.

Ainda há muitos desafios a serem superados nesse momento de retomada. Além disso, em 2022 teremos eleições, o que tende a deixar todo o mercado em compasso de espera. Mas é justamente em períodos como esse que as organizações precisam olhar com atenção para o time interno. Assim, quando a aceleração for realmente real, se tem mais recursos para sair à frente da concorrência ou, sendo mais cauteloso, em pé de igualdade.

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half para a América do Sul e autor do livro Para quem está na chuva… e não quer se molhar

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