Copa do Mundo e trabalho combinam?

Por Robert Half 20 de abril 2018

Por Juliana Porto

Parece que foi ontem que o Brasil sediou a Copa do Mundo em 2014 e a nossa seleção sofreu aquela fatídica goleada da Alemanha por 7 x 1. Pois bem, quatro anos se passaram e vamos tentar superar aquele trauma, agora na Rússia. Mas como lidar com o trabalho com tantos jogos e ainda em fuso horário russo? Uma pesquisa feita pela Robert Half nos Estados Unidos pode estar do lado dos torcedores mais fanáticos.

De acordo com 72% dos gerentes de recursos humanos que participaram do levantamento, o dia seguinte a um jogo de futebol deveria ser considerado feriado nacional no trabalho! Isso até que não seria uma má ideia considerando que mais de um quarto dos empregados - 27% - admitiram que alegaram estar doentes ou inventaram uma desculpa para faltar ao trabalho depois de um grande evento esportivo, como o Super Bowl ou a final do NBA. E ainda: 32% dos profissionais chegaram atrasados ao escritório depois de assistirem a um grande jogo.

Mas precisamos ter bom senso. "Há muita empolgação dentro e fora dos escritório por causa de um evento esportivo importante", reconhece Brandi Britton, um executivo da Office Team. "Mas nem sempre é prático para organizações darem aos empregados uma folga no seguinte a um grande jogo, mas permitir algum atraso pela manhã ajudar", completou. 

Britton lembra que todos os profissionais precisam de oportunidades para relaxar e recarregar as energias. "Os gestores deveriam pedir que os funcionários organizem suas folgas, se for o caso, se quiserem curtir um jogo", sugeriu.

As empresas também podem organizar atividades previamente para capitalizar o entusiasmo e promover o espírito de camaradagem, completou.  Com alguns meses à frente da Copa do Mundo, você pode conversar com a equipe de recursos humanos ou sugerir ao seu chefe algo do tipo, que tal?

* Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

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