Área de finanças quer profissionais que preservem segurança e gerem lucro para empresas

Por Robert Half 18 de abril 2016

Por Gabrielle Moreira

Cenários econômicos adversos costumam causar impacto no vaivém de executivos e, em função da atual crise, posições que podem garantir segurança ou rentabilidade das empresas tendem a ser mais requisitadas no setor de Finanças e Contabilidade.

Danylo Hayakawa, gerente da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half, vê uma demanda iminente por profissionais capacitados a proteger as companhias como um todo, nas áreas fiscais, contábeis, governança e auditoria.

“Algumas empresas estão se preparando melhor para enfrentar esses momentos de turbulência. A crise de 2015 pegou muita gente de surpresa, mas vejo empresas trabalhando com mais previsibilidade em 2016. Por isso, essas posições são requisitadas”, diz Hayakawa.

Para os campos de governança e auditoria a projeção é de que haja certo aumento nas contratações em 2016, com destaque para os cargos em tesourarias, de acordo com Alexandre Attauah, gerente sênior de Finanças e Contabilidade da Robert Half.

Em termos de carreiras e salários, no entanto, não haverá alterações significativas, alertam os especialistas. “Bons profissionais são bons profissionais com ou sem crise. As ponderações para uma evolução profissional são as mesmas”, afirma Danilo Hayakawa. Sobre o comportamento dos salários, ele explica que há uma tendência clara de ajustes baseada nos índices de inflação, em todas as frentes do mercado. “Não devemos ver grandes aumentos. É claro que isso depende do contexto em que o funcionário se encontra, mas no geral, as altas tendem a seguir a linha da inflação”, diz. 

* Gabrielle Moreira é jornalista e escreve sobre economia, finanças, carreiras e comportamento há mais de dez anos. Depois de uma temporada no Valor Econômico de São Paulo, mudou-se para o Rio de Janeiro e agora reporta diretamente de seu home office na cidade maravilhosa. 

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