Superação profissional, lições dos jogos paralímpicos

Superação Profissional

*Por Adriana Fonseca

Ao assistir os jogos paralímpicos, nos surpreendemos com o desempenho desses super-atletas, que não se deixaram vencer pelas dificuldades. São inúmeras dessas histórias inspiradoras se cruzam e nos servem de lição à respeito da superação profissional.

Conheça algumas histórias:

Superando os próprios limites

Natalia Partyka nasceu na Polônia sem a mão e parte do antebraço direito. Isso, no entanto, não a impediu de ser a mais jovem atleta a participar de uma Paralimpíada, em Sydney, Austrália, no ano 2000. Na época, Natalia tinha apenas 11 anos de idade. Nas competições seguintes - Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 -, a polonesa voltou e ganhou o ouro individual no tênis de mesa. Esse é o tipo de lição que os profissionais devem aprender para ir em busca da superação profissional.

Desde Pequim, Natalia vai ainda mais além e participa, também, da Olimpíada, competindo de igual para igual com atletas sem deficiência. É uma das poucas que faz a dobradinha e no Rio 2016 não foi diferente. Natalia participou da Olimpíada, em agosto, e em setembro volta para a Paralimpíada. Nesta última tentará o tetracampeonato. Como ela consegue? Esforço e superação.

"Tenho muito a aprender e trabalhar duro. Não cheguei ao meu ponto mais alto. Sei que tenho desvantagens por minha deficiência, mas não penso nisso. Todos querem me vencer e eu quero vencê-los também”, disse ela em uma entrevista à “Fox Sports”.

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Em busca de um novo desafio

Ao brasileiro Fernando Aranha também sobra superação. Depois de ser o primeiro representante do país a participar dos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Sochi 2014, na modalidade esqui cross-country, agora ele chega à Rio 2016 para competir no triatlo.

“Quando eu tive a oportunidade de ir a Sochi, para competir no esqui cross-country, eu aceitei principalmente por causa da minha meta de participar dos Jogos Paralímpicos Rio 2016”, disse Aranha em entrevista ao Comitê Paralímpico Internacional. “Eu aproveitei para aprimorar minha competitividade. Eu tinha um sistema de treinos diferente e precisei me colocar em um ambiente de competição. Eu não tinha tido esse nível de experiência até então, mas eu tinha habilidade para praticar vários esportes.”

Antes de chegar aos Jogos Paralímpicos de Inverno, Aranha já havia sido campeão da São Silvestre, jogado basquete e praticado “handbike”.

Aranha disse ainda que algumas habilidades usadas no esqui cross-country são úteis no triatlo, que reúne natação, ciclismo e corrida. “Eu usei a disciplina de um esporte para melhorar em outro”, contou ele.

O esqui cross-country, praticado em um ambiente mais hostil e frio, com o qual o corpo do atleta não estava acostumado, ajudou, por exemplo, na resistência tão necessária ao triatlo. De forma ainda mais prática, Aranha disse que os movimentos com os bastões de esqui são bem semelhantes aos das braçadas na natação.

A história desses dois atletas são verdadeiras lições de superação profissional.

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Adriana Fonseca é jornalista, tem 14 anos de experiência na cobertura de carreiras e empreendedorismo e já publicou no jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Hoje, escreve e edita em seu home office.

Tags: Carreira

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