Solucionando problemas: o que podemos aprender com o teste da banheira

Solucionando problemas: o que podemos aprender com o teste da banheira

Por Fernando Mantovani

Vamos supor que em um processo seletivo para uma vaga de emprego, você tivesse que resolver a seguinte charada: “em um banheiro, há uma banheira cheia de água. Seu objetivo é esvaziá-la. Para isso você tem à disposição um balde, uma colher e um copo”. O que você faria?

O mais sensato seria começar com o balde, certo?! Maior, cabe mais água, rapidamente boa parte dela seria retirada. Se ficasse algum líquido que o balde não conseguisse pegar, nesse caso por ser muito grande, você teria ainda o copo ou a colher para tirar o pouco que restou. Ótimo! Missão cumprida. Mas seria essa a melhor maneira de esvaziar a banheira? Não teria uma forma mais fácil e rápida?

Há momentos em que temos que resolver situações complicadas. A vontade de solucionar e seguir adiante é tão grande que não pensamos em alternativas que sejam viáveis a não ser aquelas que utilizem os instrumentos que temos às mãos: o balde, o copo e a colher. Tudo que vemos é o problema e nos esquecemos que simplesmente tirando a tampa do ralo rapidamente a banheira esvaziaria.

Diariamente, temos mais opções do que as que nos são apresentadas. Para encontrá-las, é fundamental que tenhamos bom entendimento de toda a situação. Um profissional que conhece bem sua empresa, seus processos, seus produtos e a interdependência entre as áreas tem muito mais capacidade para esvaziar a banheira. Esse é o profissional estratégico, com olhar de dono tão desejado no mercado. Aquele que se contenta em ficar na própria mesa, fazendo apenas aquilo para o que foi contratado, levará muito mais tempo para tirar a água da banheira e poderá perder seu lugar para quem sabe onde fica o ralo.

 

Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half.
Este artigo foi originalmente publicado no blog Sua Carreira, Sua Gestão, da Exame.com.

 

Tags: Carreira

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