Respira, inspira e não pira

Por Ana Guimarães

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na última semana, mostrou o primeiro saldo positivo em 22 meses, com 35,6 mil vagas novas. Ainda é cedo para dizer até que ponto um dado positivo no emprego pode ser interpretado como o retorno do mercado de trabalho, mas a surpresa positiva já dá um ânimo maior àqueles que estão em busca de uma recolocação.

Procurar um novo emprego não é uma tarefa fácil. Enviar dezenas de currículos e lidar com a ansiedade fazem parte deste processo, que pode ser longo. Mas existem algumas maneiras de amenizar essa situação.

Em primeiro lugar, tenha em mente que procurar trabalho exige disciplina e esforço, porque é preciso estar disposto a garimpar. Dentro desse processo, é fundamental que o profissional mantenha a calma e organize as ideias para entender o que deseja para a carreira, em qual setor e/ou departamento gostaria de trabalhar, com qual empresa seu perfil se encaixa, qual é a localização física, além de atividades com as quais não tem afinidade. Todo esse cuidado tem como objetivo a otimização da procura, evitando o desperdício de tempo ao enviar currículos para vagas que não se encaixem com seu perfil.

O que fazer para ter acesso a vagas?

O profissional pode começar pelo networking pessoal, que deve permanecer ativo em todos os momentos da carreira. Outro caminho é fazer um mapeamento detalhado das empresas com as quais se identifica, até chegar ao gestor da área pretendida.

Também é possível saber sobre vagas em conversas com headhunters e em grupos de discussões nas redes sociais, sites que divulgam oportunidades de emprego ou blogs específicos da área de atuação, que compartilham oportunidades.

Um currículo atrativo

O currículo é o cartão de visitas do candidato e o “chamariz” para uma boa entrevista de emprego. Assim, dedique um tempo na preparação do documento. De maneira clara e objetiva, mostre a evolução da sua carreira, projetos importantes que foram de sua responsabilidade ou nos quais teve participação, além da formação acadêmica, cursos e certificações relevantes para a vaga pretendida.

Redija o currículo com calma para garantir que ele não tenha erros de digitação, informação ou gramatical, falhas que, em alguns casos, podem eliminá-lo do processo. Se possível, peça para que outra pessoa faça a revisão desse documento. Também é imprescindível inserir palavras-chave no CV, tendo em vista que, hoje em dia, no banco de dados das companhias, a primeira busca por candidatos é feita por meio de ferramentas tecnológicas que identificam essas expressões.

*Ana Guimarães é gerente de divisão da Robert Half

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