Quando a execução complementa a estratégia

Por Juliana Porto

Todo ano é a mesma coisa: empresários, diretores e gestores passam boa parte de seu tempo fazendo planos de negócios e projetos estratégicos. Muitas vezes, apesar de todo planejamento, até dezembro boa parte dele ficará apenas no papel por causa de falhas na execução.

No livro  “ Strategy that Works”, Paul Leinwand e Cesare Mainardi passaram 10 anos estudando companhias que executam bem estratégia e execução. Entre elas estavam a empresa de móveis sueca Ikea, a companhia de brinquedos Lego e a fabricante de produtos de beleza brasileira Natura. No livro, os autores dizem que a maior ameaça à estratégia é a liderança.

Das empresas estudadas, mais da metade cresceu mais rápido do que seus pares. Isso porque elas se focam em oportunidades que melhor se adequam às suas habilidades e metas, investiram seletivamente em vez de cortar custos deliberadamente e abraçaram sua cultura.

Os autores levantaram cinco regras de ouro para desenvolver planejamento estratégico:

  1. Comprometa-se a uma identidade, em vez de se concentrar apenas no crescimento. O conselho é ser permanecer fiel à sua proposta de valor.
  2. Traduza "estratégia" para "cotidiano". O interessante é descobrir quais das suas capacidades corporativas realmente se encaixam em seus objetivos estratégicos e reforçá-las. Não é legal gastar energias tentando ser bom em tudo.
  3. Coloque sua cultura para trabalhar. A cultura da empresa tem que apoiar a estratégia.É sempre tentador reorganizar-se para impulsionar o crescimento, mas nem sempre é necessário. Determine seus pontos fortes e alavanque-os.
  4. Corte custos para crescer mais. Mas cortes deliberados podem tornar a companhia “anoréxica”. "Invista para ser diferente", dizem os autores.
  5. Desenhe o futuro. É preciso redefinirsuas capacidades e criar uma demanda para elas.Coloque-se à frente da mudança e faça acontecer - inovando suas potencialidades.

* Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

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