Profissionais temporários são cada vez mais demandados pelo mercado

O cenário econômico pode estar desfavorável para muita gente, mas não para os temporários. A contratação desse tipo de profissional, que entra em uma empresa para efetuar um projeto por tempo determinado, aumentou cerca de 60% em 2015 na Robert Half. E, para 2016, a expectativa é que o cenário se mantenha positivo.

Lucas Nogueira, gerente sênior da Robert Half, explica que os profissionais temporários acabam sendo beneficiados em momentos de economia instável. Isso porque eles já entram na empresa prontos para abraçar um projeto, sem necessidade de treinamento prévio, e, ao final da empreitada, são liberados para outro desafio.

Para quem opta por atuar como temporário, há algumas vantagens. Além de o mercado estar aquecido, os processos seletivos costumam ser mais rápidos. “Temporários encontram trabalho mais rapidamente”, diz Nogueira. Como troca de projetos com frequência, o profissional tem, ainda, a oportunidade de conhecer mercados diferentes, que não conheceria se fosse um funcionário permanente.

Justamente por conta disso, não é comum que a empresa exija experiência prévia no segmento em que ela está inserida – apenas na área na qual o profissional irá trabalhar.

E, para completar, muitas vezes existe a chance de ser efetivado. “Trabalhar em um projeto temporário dá ao profissional a possibilidade de mostrar sua competência trabalhando. Ao contrário do que acontece em uma posição permanente, situação em que é preciso provar ser o melhor somente na entrevista de emprego”, diz Nogueira.

Os salários dos temporários devem permanecer estáveis em 2016. Nogueira adianta, no entanto, que profissionais que atuam por projetos acabam tendo incremento de 10% a 15% na remuneração a cada troca de trabalho, em média.

Apesar desse aumento a casa novo projeto, é importante que o temporário saiba fazer um bom planejamento financeiro, caso fique algum tempo sem trabalho.

As áreas que mais costumam contratar profissionais temporários são finanças e contabilidade - tesouraria, fluxo de caixa, analistas plenos e seniores, coordenadores e gerentes -, área fiscal, de tecnologia (principalmente suporte) e departamento pessoal (muito por conta da implementação do eSocial).

Para se dar bem como temporário é importante ter algumas competências comportamentais: ser auto gerenciável e não precisar de um chefe dizendo o tempo todo o que deve ser feito, noção de tempo muito bem definida (para não atrasar o projeto) e boa comunicação, porque a adaptação deve ser rápida e o profissional precisa buscar as informações necessárias para o trabalho dele através dessa habilidade.

O inglês, apesar de ser um diferencial, não é mandatório.

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