Profissão em alta: Business Intelligence

Coletar, organizar e analisar informações de mercado que dão suporte à gestão do negócio são as funções básicas do profissional que atua com business intelligence – ou inteligência de negócios -, segmento em ascensão na América Latina e, especialmente, no Brasil. São esses profissionais que criam aplicações e definem padrões e melhores práticas de desenvolvimento com base na análise de dados, estruturam arquitetura e tecnologia para projetos de big data e identificam bases de dados das quais podem ser extraídas informações relevantes para o crescimento e a obtenção de vantagem competitiva da companhia.

São eles que, muitas vezes, sinalizam o desenvolvimento de novos produtos, campanhas de mercado e decisões estratégicas de vendas. “A demanda por profissionais analíticos é uma tendência nas empresas”, afirma Rogério Bandeira de Melo Moreira, coordenador da Especialização em Gestão da Informação (Business Intelligence) – Modalidade EAD da Anhembi Morumbi. “Essa busca vem crescendo em diversos departamentos, como marketing ou vendas, e em vários segmentos do mercado”.

Essa ascensão, segundo Moreira, se deve à percepção dos gestores da importância por profissionais capacitados e focados nas análises de mercados, que proporcionam estratégias assertivas. E a tendência é que a demanda por profissionais de business intelligence continue aquecida, já que a atuação desse executivo oferece lucratividade para as empresas. Ana Cristina Santos, coordenadora do Curso de Pós-graduação em Business Intelligence com Big Data da Impacta, lembra de um artigo recente da revista “Forbes” dizendo que a área de business intelligence está em um ponto de inflexão. Isso porque passará a trabalhar em novos formatos, já que usará tanto dados estruturados quanto não estruturados, haverá uma consolidação de fornecedores e a “Internet das Coisas” vai enviar mais e mais informações de produtos e empresas.

“Graças à tecnologia, os cientistas de dados gastarão mais tempo na gestão da informação e menos tempo na preparação de dados. Atualmente, estima-se que eles gastem 80% do tempo na limpeza de dados, integração e transformação, e apenas 20% na análise dos dados”, diz Ana Cristina. A importância do big data para as organizações já é, mais do que uma tendência, uma realidade. Aqui no blog já falamos, inclusive, do cientista de dados, um especialista que já é valorizado hoje e será ainda mais no futuro. A área de business intelligence está diretamente relacionada a isso.

E cabe aos profissionais se capacitar para utilizar ferramentas, técnicas e conceitos de Big Data, Web Semântica e Web mining, aprender a minerar dados provenientes de bases heterogêneas da web e aplicar tudo isso no gerenciamento da performance corporativa para se encaixar nessa profissão do futuro. Ou será dos dias atuais?

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