À procura do chefe perfeito!

Por Juliane Oliveira

Muitos são os motivos que levam um profissional a se desligar da empresa. Mas o que dizer da alta rotatividade causada pela relação desgastada entre chefe e subordinado, principalmente na geração Y?

A geração Y quer um chefe que os inspire, que seja flexível, alguém capaz de ajudá-los na evolução de suas carreiras, guiando-os com orientação e coaching.  Sua expectativa é traduzida em encontrar um líder que entenda as suas necessidades e os impulsione.

Assim, qualquer "erro de sintonia" pode ser decisivo para que o profissional se desligue da companhia, ou melhor, do seu chefe.

Começa então uma nova jornada, em busca do chefe perfeito! Mas será que o chefe perfeito existe?

Antes de trocar de chefe, algumas reflexões são importantes:

Seu chefe conhece as suas preferências e motivações? Aborde com ele as suas preferências e o que o motiva em seu trabalho. Pode ser responsabilidade, autonomia, trabalho em equipe, trabalhar com estratégias, ser visto como especialista, liderar pessoas... ele (o chefe) precisa ter clareza disso.

Você já discutiu sobre a sua carreira com o seu chefe? Sempre que possível converse com seu chefe sobre suas expectativas e ambições, sobre onde quer chegar e se está no caminho certo. Aborde como você gostaria que ele te desse suporte em seu desenvolvimento. Nem sempre o óbvio é tão óbvio assim.

Você já deu feedback para seu chefe? É justo que seu chefe saiba os pontos que ele apresenta que te incomodam. Muitas vezes uma conversa oportuna e sincera pode ajudar a ajustar a sintonia entre chefe e subordinado. 

Avalie a sua própria flexibilidade e tolerância. O que você estaria disposto a fazer de maneira diferente para que a sua relação com o seu chefe dê certo?

Quais são as qualidades de um bom chefe? Reflita sobre o que seria ideal num chefe e o que é realmente factível.

Fazendo uma analogia com um equipamento, é importante que o chefe conheça o seu “manual de instruções”. Se o manual for claro, ele traz a compreensão e ensina a operar da melhor maneira, fazendo funcionar bem, sem desgaste, no potencial pleno.

* Juliane Oliveira é especialista em Recursos Humanos na Robert Half

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