Planejamento de carreira: o que você faz no escuro é o que te coloca na luz

Planejamento de carreira: o que você faz no escuro é o que te coloca na luz

Por Fernando Mantovani

Há um tempo, a Under Armour lançou uma campanha publicitária com esse slogan: o que você faz no escuro é o que te coloca na luz. O comercial mostrava momentos da rotina intensiva de treinamentos do medalhista olímpico de natação Michael Phelps. Nós, que estamos acostumados a aplaudi-lo no pódio, não temos ideia dos sacrifícios que ele precisa se impor para chegar até lá. Dedicação, disciplina, renúncia e muito, muito esforço para superar a si mesmo são alguns dos ensinamentos que podemos tirar desses breve um minuto e meio de filme.

Quanto você está disposto a sacrificar para chegar até onde quer?

Não existe resposta certa para essa pergunta. Alguns simplesmente estão mais dispostos que outros. Isso tem a ver com o objetivo de vida e de carreira de cada um. E há que se ter clareza sobre isso, para que possa ser feliz com o que tem ou com que o pretende ter.

A grande questão a que me deparo todos os dias no trabalho de recrutamento é que há profissionais com vontade de ir muito longe, atingir elevados cargos, mas sem abrir mão de nada que possuem, hoje, principalmente, relacionado à qualidade de vida. Infelizmente, a conta não fecha. Não há um alto executivo que não faça sacrifícios.

Dedicação é fundamental

Ao desdenharmos as conquistas alheias, com pensamentos como “mas fulano tem carro da empresa”, “ele recebe para isso”, “se eu estivesse na posição, também seria fácil”, nos esquecemos do trabalho que é feito quando não estamos olhando. Não estamos considerando aqui um ou outro que está em um alto cargo sem merecê-lo – isso acontece e sempre acontecerá. Porém, os grandes líderes, aqueles em quem realmente devemos nos espelhar, são como Michael Phelps. Dedicam horas a fio a seu objetivo tendo que abrir mão de momentos com a família, com os amigos, consigo mesmo.

O sucesso não vem do dia para a noite. Todos querem estar na posição mais alta do pódio, mas poucos estão dispostos às horas exaustivas dos treinos.

“O desejo de preparar-se para a vitória deve ser maior do que a vontade de vencer” - Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei.

 

Fernando Mantovani é diretor de operação da Robert Half.

Este artigo foi publicado em primeira mão no blog Sua Carreira, Sua Gestão, da Exame.com.

Tags: Carreira

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