Para apagar de vez do currículo

Por Adriana Fonseca

Você tem seis segundos para impressionar um headhunter. Sabia disso? É o tempo médio gasto por um recrutador para decidir se um currículo seguirá adiante no processo seletivo ou não.

Diante disso, melhor não colocar informações irrelevantes no currículo, certo? Veja algumas delas.

1. Objetivo

Se você está se candidatando a uma determinada vaga de emprego é meio óbvio qual é o seu objetivo. Em vez de citar “objetivo” no currículo, comece com um resumo das suas principais qualificações.

2. Experiências de trabalho irrelevantes

Experiências de trabalho passadas que não sejam relevantes para o cargo que se está pleiteando não devem constar no currículo, principalmente trabalhos feitos por pouco tempo quando se era jovem demais (no caso de executivos). Só inclua tais trabalhos no currículo se eles realmente aportaram alguma habilidade importante e que seja relevante na atual situação.

3. Coisas pessoais

Não é preciso incluir estado civil, preferência religiosa e número do RG no currículo, ok? Talvez isso tenha sido importante no passado, mas hoje não é mais.

4. Hobbies

Honestamente, o headhunter não se importa com isso. Se não é relevante para o cargo, não coloque.

5. Muito texto

Ao invés de descrever suas atividades nas empresas por onde passou, prefira usar “bullet points” e listar as principais conquistas e habilidades desenvolvidas.

6. Pronomes pessoais

Seguindo o item 5, não há necessidade de escrever o currículo na primeira ou na terceira pessoa. Então, evite usar “eu”. Afinal, já se subentende que tudo que está listado no documento se refere a você mesmo.

7. E-mails não profissionais

Esqueça de uma vez aquele endereço de e-mail “cheio de graça” que você criou quando tinha 15 anos. Para assuntos profissionais, procure usar um e-mail mais formal.

8. Jargões internos

Pode ser que a empresa onde você trabalha use nomenclaturas específicas para designar áreas, processos, tecnologias, etc. Mas lembre-se: quem é de fora pode não entender o que elas significam. Então, não as inclua no currículo.

9. Perfis em redes sociais

Links para o Facebook ou o Instagram não devem ser incluídos no currículo, a menos que estejam diretamente relacionados com o seu trabalho.

10. Fontes bonitinhas

Procure escrever seu currículo com uma fonte legível e profissional. Neste link há algumas dicas.

* Adriana Fonseca é jornalista, tem 15 anos de experiência na cobertura de carreiras, empreendedorismo e startups e já publicou no jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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