O tronco e a correnteza

Por Fernando Mantovani

Não há mérito algum em nadar na mesma velocidade que a correnteza. Até um tronco de uma árvore morta pode fazê-lo eternamente.

Há, no entanto, algum mérito em nadar de forma mais veloz que a correnteza. Muitas vezes a perspicácia de encontrar a direção da correnteza e usá-la a seu favor tem seu valor, não há dúvida.

Todavia, depois de mais de uma década atuando no mercado de recrutamento de executivos, fica claro que os profissionais mais requisitados e que, na sua maioria, encontram sucesso em suas carreiras, são aqueles que conseguem nadar contra a correnteza.

Destacam-se não apenas pelo resultado em si, mas pela atitude que têm mesmo quando a correnteza contrária é forte. Focam no objetivo final, demonstram garra e comprometimento, buscam a motivação "de dentro para fora" e com sua energia e otimismo contagiam o ambiente em que estão inseridos.

Desculpas sempre existirão! A pergunta é: quanto você está disposto a remar contra a correnteza? Cansa, desgasta, machuca, dói... Encontrar prazer nisso, no entanto, faz com que a jornada seja mais divertida e motivante que o resultado final em si.

Na minha opinião, só assim a carreira profissional faz sentido e caminha junto com a felicidade que todos buscamos em nossas vidas. Quero mais é correnteza contrária todo dia!

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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