O RH dos sonhos dos CEOs

Participativo, estratégico e questionador: esse é o RH ideal para a as empresas brasileiras. A conclusão é do ciclo de palestras “O RH dos Sonhos dos CEOs”, realizadas pela Robert Half durante o ano de 2014 nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Campinas. No evento, CEOs de empresas nacionais e multinacionais foram convidados para falar a um público de diretores de RH sobre os desafios de integração entre o departamento e a alta liderança das empresas.

O pano de fundo para o debate foi uma pesquisa realizada pela Robert Half em janeiro de 2014 com 100 CEOs sobre prioridades de investimento em pessoas, desenvolvimento de lideranças, atração e retenção de talentos. Na visão dos CEOs, o RH operacional, que apenas atende às demandas do dia a dia, precisa evoluir para uma função cada vez mais estratégica, consultiva, antecipando demandas e questionando as decisões da liderança, tendo em vista o futuro da organização. “O RH tem que ser intrusivo, questionador e acompanhar o progresso dos funcionários.

O futuro que vejo para um RH que é puramente operacional e não tem visão estratégica é a terceirização”, afirma Francisco Davos, CEO da FLSmidth. Para que essa parceria funcione, alguns ingredientes são necessários, e o principal deles é a abertura dos CEOs à participação do RH nas decisões importantes. “É papel do CEO colocar as ações de RH dentro da agenda principal da empresa para que a área possa ter função estratégica”, afirma Marcelo Miranda, CEO da Precon Engenharia. Os resultados são visíveis no resultado do negócio, segundo André Franco, CEO da Ceres Sementes. “Em todos os grandes gols que fiz na carreira, tive um parceiro de RH do meu lado, que muitas vezes me mostrou um caminho que eu não estava enxergando”, diz.

O tripé de atração, retenção e desenvolvimento de talentos está no topo da lista de preocupações dos líderes de negócios. Em um mercado competitivo, as empresas que investirem em seus melhores profissionais vão trazer resultados destacados. Mas é preciso encontrar o diferencial de cada empresa. “Enquanto uma grande empresa atrai muitas vezes pela marca, pequenas e médias organizações precisam se reinventar para serem vistas como boas opções pelos profissionais”, afirma André Franco, da Ceres. Entre os principais atrativos das companhias, estão clima interno, cultura corporativa e pacote salarial. O desafio, na opinião de todos os participantes, é grande. “O RH dos sonhos deve aliar competência técnica e pró-atividade, saber enfrentar a burocracia do sistema brasileiro, além de ser criativo para inovar, sempre alinhado à estratégia da empresa”, afirma Gian Piero Zadra, CEO da Marangoni. Não é uma tarefa fácil, mas aparentemente, os RHs contam cada vez mais com o apoio dos CEOs para seguir em frente. Acesse aqui os resultados da pesquisa: " O RH dos Sonhos dos CEOs"  

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