O que você pode aprender com a carreira de Marissa Mayer

Por Juliana Porto

Pouco ainda se sabe sobre o destino da CEO do Yahoo!,  Marissa Mayer, desde que a venda de empresa de tecnologia para a operadora de telecomunicações norte-americana Verizon foi anunciada, em julho de 2016. De lá para cá, a missão da executiva tem sido liderar a transição do negócio, cuja conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2017. Seu futuro após esta data ainda não foi divulgado. Durante os quatro anos no cargo mais alto da empresa, ela teve altos e baixos, como qualquer gestor. Entre decisões polêmicas e resultados que não ficaram dentro do esperado, veja o que você pode aprender com a carreira dela:

Não há unanimidade em relação a chefes: Quando assumiu como CEO, Marissa foi vista com esperança pelos funcionários, que acreditavam na recuperação da empresa com sua gestão. Em seu primeiro dia, sua sala foi decorada com mensagens para recebê-la. Ao longo do tempo, sem a melhora esperada diante da concorrência de empresas como Google e Facebook, esta visão se alterou e muitos funcionários deixaram a empresa. Ela foi, inclusive, comparada a primeira-dama argentina, Evita Perón, segundo o jornal New York Times.

Não é errado voltar atrás em uma decisão: Mayer foi a vigésima funcionária do Yahoo!, quando ainda era uma start-up. Antes de assumir a presidência da empresa, chegou a ser vice-presidente do Google. Como CEO, ela fez uma série de aquisições agressivas, com resultados contraditórios. Ela também voltou atrás a respeito da cisão da empresa com a gigante do comércio chinês Alibaba, além de ter sido relutante em relação à venda da empresa. E foi um voto vencido.

Optou pela contraproposta: Com a saída de muitos funcionários do Yahoo! - que receberam propostas de outras empresas -, Marissa aprovou pacotes de remuneração generosos, para tentar convencer executivos a ficar na companhia. Além de ter que lidar com as consequências resultantes da contraproposta, ela também viu a insatisfação e o ressentimento dos que ficaram, já que preferiram manter a lealdade ao grupo.

Levantou discussões sobre a necessidade do Home Office: Marissa determinou o fim do trabalho em regime de home office entre os funcionários do Yahoo!. A polêmica decisão levou a uma discussão mundial sobre a efetividade do trabalho em casa. Na ocasião, a executiva alegou que a “velocidade e qualidade” eram sacrificadas. A prática ainda não é uma unanimidade entre as companhias, que alegam, por exemplo, dificuldade de concentração no trabalho e dificuldade em gerir pessoas a distância.

Juliana Porto é jornalista desde 2005 e começou sua carreira escrevendo justamente sobre... carreiras! De lá para cá, já cobriu finanças pessoais, consumo e tecnologia em redações no Rio e São Paulo, mas sempre acaba voltando ao tema com que começou sua vida profissional.

Compartilhar essa página