O que eu quero para mim?

Por Erika Moraes

O que chama mais a atenção das pessoas na hora de trocar de emprego ou até mesmo na hora de escolher ficar em uma empresa? Por mais que os benefícios financeiros sejam importantes – afinal todos temos contas para pagar e necessidades que envolvem dinheiro – não é apenas o salário que retem um colaborador ou que faz com que alguém escolha determinada empresa para trabalhar. Mas, então, o que faz com que uma pessoa se realize no trabalho ou, ainda, o que faz a diferença quando o tema é retenção de talentos?

Esse questionamento é abordado em um livro que li recentemente, de Mário Sergio Cortella, chamado “Por que fazemos o que fazemos?”. No livro, ele trabalha de maneira detalhada e eficiente todos os questionamentos pelos quais um profissional passa durante sua vida e fala da importância do equilíbrio perfeito entre sucesso profissional e vida pessoal plena.

Por que fazemos o que fazemos?

Responder a essa questão demanda um importante conhecimento pessoal, que afeta diretamente a carreira de qualquer pessoa. Hoje, um profissional de sucesso não é mais aquele que ganha muito dinheiro e tem uma posição importante na organização. É sim aquele que busca um propósito e que se motiva por fazer parte de algo maior. Várias pesquisas mostram o quanto o orgulho e a identificação com os valores da empresa impactam na felicidade do colaborador. Um profissional que trabalha feliz é capaz de produzir até 30% a mais do que colaboradores infelizes. 

Muitos podem até questionar se essa não é uma visão muito romântica e utópica do mundo corporativo, mas eu não vejo assim. O nível de consciência humana está mudando, consequentemente os profissionais também. Dentro de alguns anos, teremos cinco diferentes gerações trabalhando juntas. As empresas precisam acompanhar essa mudança e, além disso, precisam aproveitar o momento para crescer, reter bons profissionais e produzir.

Além da visão, missão e valores

O conjunto formado por Missão, Visão e Valores representa a identidade organizacional e vai além de bonitas frases criadas em reuniões de planejamento estratégico. No entanto, só funciona se realmente for aplicado – e não ficar apenas no papel - e quando uma empresa está realmente disposta a executar o seu propósito.

PRO-PÓ-SI-TO. Essa é a palavra-chave deste artigo. Seja você dono ou funcionário, profissional experiente ou em início de carreira, o segredo está em saber qual o seu propósito e também conhecer profundamente propósito da empresa em que trabalha. Ambos precisam estar perfeitamente alinhados.

Propósitos bem definidos e alinhados motivam, melhoram o clima da organização, engajam, atraem e retêm talentos e geram resultados. Pessoas e empresas que ainda não têm essa visão tendem a ficar para trás.

Como eu já disse anteriormente, trabalhar por propósito não é romantismo. É mais prático e rentável do que se imagina.

* Erika Moraes é especialista em recrutamento da Robert Half

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