Mulheres da Casa Branca criam estratégia para serem ouvidas em reuniões

Mulheres da Casa Branca criam estratégia para serem ouvidas em reuniões

Por Adriana Fonseca

As mulheres, há tempos, vêm lutando por mais espaço no mercado de trabalho. Apesar dos avanços, ainda estamos longe da igualdade de gênero no ambiente corporativo. No Brasil, menos de 5% dos cargos de CEO são ocupados por elas.

Estratégia da amplificação

A situação é bem parecida em outros países. Nos Estados Unidos, para se fazerem ouvir, as mulheres que trabalham na Casa Branca criaram uma estratégia chamada “amplificação”.

Quando uma mulher faz uma colocação em uma reunião, outras mulheres que estão na sala repetem a ideia, dando crédito à autora da opinião. Isso força os homens a reconhecer a contribuição feminina e não se apropriarem indevidamente da solução proposta.

As mulheres da Casa Branca começaram com essa estratégia porque eram, algumas vezes, ignoradas quando falavam nas reuniões. A luta delas, aliás, vem de antes disso.

Quando o presidente Obama assumiu o cargo, dois terços de seus assessores eram homens. As mulheres reclamavam de ter que insistir para participar de reuniões importantes e, quando conseguiam, nem sempre tinham suas opiniões ouvidas.

No segundo mandato de Obama as mulheres conseguiram igualdade de gênero – pele menos em número – no círculo mais próximo ao presidente. 

Fazendo um paralelo com o mundo corporativo, é papel das empresas ajudar a reduzir a desigualdade entre gêneros. Um estudo recente da Robert Half mostrou as principais ações das companhias em 12 países para equilibrar a balança entre homens e mulheres. No Brasil, 44% das organizações implementaram programas de transparência salarial, 40% já promovem discussões abertas sobre salários, aumentos e bônus e 32% monitoram promoções e salários.

Outra saída para promover a igualdade de gêneros nas empresas está no recrutamento. Um artigo publicado pela Harvard Business Review Brasil que discute em profundidade o tema esclarece que “empregar métodos de recrutamento abertos para preencher vagas, como classificados e agências de emprego, em vez de redes sociais informais e indicações”, é uma alternativa interessante. “O recrutamento na própria empresa também deve ser transparente, com a divulgação de vagas abertas em locais apropriados. Estudos mostram que esse tipo de atitude aumenta o número de mulheres em cargos de gestão.”

 

Adriana Fonseca é jornalista, tem 14 anos de experiência na cobertura de carreiras e empreendedorismo e já publicou no jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Hoje, escreve e edita em seu home office.

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