Liderança da geração Y no mercado de trabalho, quais os desafios?

Geração Y no mercado de trabalho

A inserção da geração Y no mercado de trabalho, gerou uma série de conflitos, principalmente pelo jeito de pensar antagônico ao dos baby boomers, chegou aos cargos de liderança. Sim, o tempo passa para todos. Só que, de forma geral, as empresas estão enfrentando um grande desafio com essa juventude da Geração Y (já não mais tão jovem assim) agora que ela está gerenciando e liderando equipes.

Liderança nas organizações

Especialista no assunto e autor de diversos livros sobre a geração Y, Sidnei Oliveira explica que observa dois estilos de liderança entre esses jovens – e nenhum dos dois é lá muito positivo. O primeiro que Oliveira cita é o modelo tirânico – o bom e velho “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

“Quando pressionados por resultados, os profissionais da geração Y vão em busca de referências sobre líderes e o que mais encontram são exemplos de liderança tirânica”, diz Oliveira, que cita alguns modelos seguidos pelos jovens: Steve Jobs, mestre em inovação, mas reconhecidamente duro com sua equipe; Donald Trump, fundador da Trump Entertainment Resorts, que opera vários cassinos e hotéis pelo mundo, e criador do programa The Apprentice, a versão original de O Aprendiz, apresentado no Brasil por Roberto Justus – outro exemplo dessa liderança tirânica.

“Só que está claro para as empresas que essa forma de liderar, mais dura, não funciona nos dias de hoje. É um modelo antigo”, diz Oliveira.

Liderança da geração Y no mercado de trabalho

O segundo estilo de liderança adotado pela geração Y é o oposto disso. Frágil demais, o modelo cooperativo usado por alguns jovens em cargos de gestão deixa-os mais na função de porta-vozes do que de líderes.

“É um profissional que ouve toda a equipe e leva as opiniões do grupo à direção da empresa, mas não toma decisões, nem determina prioridades. O problema disso é que cada funcionário vai pensar na solução olhando para as suas necessidades individuais. A liderança nas organizações exige tomar decisões de forma solitária e arcar com as responsabilidades dessas escolhas”, afirma o especialista.

Diante disso, as empresas têm o desafio de desenvolver nesses jovens da geração Y um modelo de liderança mais adequado às necessidades atuais. Esse modelo, segundo Oliveira, se chama colaborativo e ainda está sendo desenhado.

“É um modelo que vemos mais em startups e empresas de internet, como o Google, mas que ainda não foi amplamente disseminado para outros setores.”

Criar essas condições é algo extremamente necessário, se pensarmos que a geração Y no mercado de trabalho representará mais da metade da força dentro de alguns anos. Não dá para simplesmente ignorar a situação.

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