Já ouviu falar em cientista de dados?

Imagine ir ao supermercado para comprar um litro de leite e, logo em seguida, receber uma mensagem com uma oferta-relâmpago de achocolatado. Pode parecer surpreendente, mas isso já existe, tem nome e sobrenome – Big Data. No Brasil, já são muitas as empresas que trabalham com essa tecnologia, que emprega cada vez mais pessoas: o chamado cientista de dados é um especialista que será extremamente valorizado no futuro.

A atividade básica desse profissional é analisar dados e comportamentos de clientes, como o consumidor no supermercado, por exemplo, e transformá-lo em uma estratégia da empresa para oferecer e desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades da população. Pedro deSouza, senior manager de consultoria na área de Big Data e Analytics da EMC, uma das empresas mais conhecidas dessa indústria, explica que o Brasil é um dos mercados com grande potencial para o cientista de dados.

Segundo ele, esse profissional tem um novo perfil: uma mistura de estatística com tecnologia, com uma pitada de visão de negócios e uma veia acadêmica. Por esse motivo, o especialista de big data ainda é raro de se encontrar no mercado – e bastante valorizado. As posições mais comuns em big data são o cientista de dados e o profissional de arquitetura da informação. São áreas muito técnicas, mas que têm contato frequente com clientes e por isso precisam de pessoas com boa comunicação, além de foco e comprometimento.

Estar disposto e ter energia para trabalhar longas horas também contam pontos na hora da contratação. No Brasil, crescem as opções de cursos para profissionais de Big Data: principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo, há cada vez mais programas de extensão e pós-graduação em universidades públicas e privadas.

Pedro deSouza explica que a demanda hoje ainda é concentrada em consultorias como a EMC, mas que o impacto crescente dessa tecnologia tem feito com que cada vez mais empresas, de todos os setores, se preocupem em desenvolver suas próprias áreas de big data e business intelligence – e contratem especialistas para isso. “Hoje os destaques de contratação são os bancos e empresas de telecomunicação, além do setor de varejo e hospitais”, explica.

Segundo Pedro, estamos observando apenas o começo – com a rápida expansão do big data entre as empresas, ele vê um cenário completamente diferente nos próximos cinco anos. “Os projetos mais sofisticados que estamos desenvolvendo na área de big data são no Brasil. As empresas do país estão abertas para novas tecnologias e cada vez mais dispostas a investir nelas”, diz. Para ele, já não se trata mais de uma profissão do futuro: o big data já fincou os pés no presente.

Compartilhar essa página